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Sábado, Julho 04, 2009




A equipe do Fã-clube oficial Máfia do Sexo Frágil, responsável pelo Blog Oficial Wagner Moura, vem a público agradecer a todos aqueles que votaram neste blog no Top Blog. O voto de vocês nos fez passar para a 2° etapa do Concurso. Ficamos entre os 100 mais votados na categoria Comunicação.

Essa segunda etapa do concurso, recebe voto popular até o dia 11 deAgosto. Precisamos nos manter nesta classificação para aí então sermos analisados pelo júri. Você pode votar quantas vezes quiser!

E como nós acreditamos que não basta ser fã, tem que participar, pedimos a você que conhece outros fãs do Wagner que peça a eles para fazerem o mesmo. É com a ajuda de todos que daremos mais esse prêmio a ele e conseguiremos realizar mais coisas por aqui mediante esse reconhecimento.

Contamos com vocês!


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Sexta-feira, Julho 03, 2009


Wagner Moura no Sensei Sportv




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Quarta-feira, Julho 01, 2009


Hamlet contemporâneo

Cenário nas coxias e figurinos atemporais marcam a nova montagem do clássico de Shakespeare



Um palco nu, onde dez atores contracenam, entre eles, Wagner Moura, a estrela de Hamlet. Escrita por William Shakespeare no século XVII, a peça explora a complexidade do ser humano dentro de uma clássica história de folhetim: o filho recebe a visita do fantasma de seu pai, que foi assassinado e agora clama por vingança.

A nova montagem, dirigida por Aderbal Freire-Filho, ganhou uma roupagem contemporânea em todos os aspectos. Figurino e cenário dispensaram o compromisso com a época, assim como a tradução do texto, feita pelo próprio diretor, Wagner Moura e Barbara Harrington, que trocou o vocabulário mais rebuscado por uma linguagem de fácil entendimento. Mas, ainda que use linguagens contemporâneas, incluindo a projeção de imagens ao vivo, o que se mostra ao público é a essência do teatro.

Aclamada pela crítica, a peça estreou em São Paulo em junho do ano passado e levou 40 mil espectadores ao teatro Faap nos oito meses em que esteve em cartaz por lá. Seguiu para o teatro carioca Oi Casa Grande, onde iniciou temporada em março deste ano.

Para essa nova leitura de Hamlet, Maneco Quinderé criou o projeto de iluminação, Marcelo Pies cuidou do figurino e a dupla Fernando Mello da Costa e Rostand Albuquerque assinou o cenário.

O Teatro dentro do teatro

Hamlet é uma peça metalinguística, pois fala sobre o teatro. Assim, o palco recria um teatro invertido, em que o público tem acesso às coxias. Segundo Fernando Mello da Costa, o cenário é quase um "não cenário", já que o palco se mantém vazio e os elementos necessários para montar cada cena ficam à disposição nas coxias.



"O palco é nu, mas bem vestido de qualquer maneira. A área de cena é completamente nua, e os objetos só entram nela quando necessários", diz o cenógrafo. Ele também revela que os objetos de cena são semelhantes aos que foram usados durante os ensaios e não seguem a caracterização de um período da História. "São objetos que tomam a função e não têm nenhum compromisso com a época. Essa foi uma opção da equipe. O espetáculo não busca a época shakespeariana ou vitoriana".

Rostand Albuquerque conta que o processo de criação do cenário aconteceu no decorrer dos ensaios. Conforme a dupla de cenógrafos assistia ao desenvolvimento do espetáculo, propunha ideias ao diretor.

Para Rostand, deixar o palco vazio se tornou uma necessidade de cena, diante do desejo de Aderbal. "Fazer tudo acontecer e ficar com o palco limpo resultou em uma estética muito interessante de se trabalhar", avalia.

O grande palco é dividido, por duas torres de ferro, em três áreas de atuação: o vão central, com um telão ao fundo, e as duas áreas laterais. As torres, além de demarcarem o território, servem de base para sustentação de refletores.



"O equipamento (de iluminação) é preso nelas justamente porque são três bocas de cena e formalmente eu brinco com isso, lá atrás, com os espelhos. O cenário todo se reproduz no fundo e nas laterais, são todos espelhados. Você tem a sensação de infinito, como se ele se reproduzisse infinitamente. Toda cena tem uma representação", explica Fernando. Ele ainda acrescenta que como a ideia do cenário era de ser um caixa teatral, ter os equipamentos de luz presos na estrutura dele reafirma a intenção da cenografia.

Para cada lateral, a dupla de cenógrafos desenhou uma estrutura com escadas e níveis diferentes, de ferro e madeira. Vazadas, as estruturas permitem a passagem de luz vinda das laterais. Essa parte do cenário, toda modulada, foi feita pelos cenotécnicos Alex e Camarão em apenas quinze dias.

Com 7 metros de profundidade, o cenário precisou sofrer algumas modificações em relação à montagem de São Paulo, já que no Teatro da Faap a boca de cena é de 17 metros enquanto no teatro do Rio ela é menor.

Em compensação, a altura do Oi Casa Grande é maior, possibilitando o distanciamento entre os grides do cenário e do próprio teatro, dando uma noção maior da ideia do teatro pendurado dentro de outro teatro. "Aqui (no Oi Casa Grande) tem as varas do teatro e, nelas, são penduradas as nossas varas", explica Fernando.

Luz branca em quase todo o espetáculo



As diferenças de tamanho entre os palcos também refletiram na iluminação. Enquanto o espetáculo na Faap foi um pouco mais sombrio, no Oi Casa Grande foi mais iluminado. "A luz da montagem carioca é um pouco diferente da paulista porque lá era mais angulado. Como era mais próximo, podíamos trabalhar com uma angulação um pouco mais radical. Já no Rio, como o teatro é muito grande, optei por ter mais luz no palco", conta Quinderé.

Ele acrescenta que se fizesse a luz muito baixa no palco carioca, quem estivesse sentado no balcão deixaria de ver muitas das expressões dos atores. "Por isso eu levantei um pouquinho a luz", justifica.

Foi a partir da concepção cenográfica que a luz de Quinderé foi criada e disposta no espaço. "O cenário tem várias partes que servem de suporte para prender a iluminação. Como a cenografia é uma caixa de teatro invertida, como se você tivesse vendo o teatro pelas coxias, eu, Aderbal, e Fernando optamos por pendurar refletores ali, para fazer sentido aquilo".



Dessa forma, os equipamentos ocupam as laterais, onde o cenário foi instalado; a frente do palco; nas duas torres de ferro que dividem o palco, e a parte de cima, nos grides que também fazem parte do cenário.

Na cumplicidade entre iluminação e cenário e na "imensidão do espaço vazio", como diz Aderbal no release de divulgação, a peça se baseia bastante na luz. "Ela define espaços, geografias e atmosferas", explica Quinderé.

Junto ao diretor, ele optou por usar o branco, predominantemente, exceto na cena do enterro de Ofélia, interpretada por Georgiana Góes, em que usa o tom azulado, bem claro, do filtro 203, para dar o clima triste da cena.

As coxias deixam de servir apenas como escape dos atores. Por elas estarem à mostra para o público, as laterais passam a ser um espaço de observação da cena para aqueles que estão fora dela e, ainda, é usada com área de atuação em alguns momentos.

A iluminação tem papel fundamental na diferenciação dos atores que estão ou não em cena. Quinderé explica que, quando a lateral integra a área de cena, é necessário iluminá-la, quando a cena se dá fora dela, ela é iluminada apenas pelo reflexo do que está em foco. Como exemplo, o iluminador cita as cenas do rei Cláudio, interpretado por Tonico Pereira, concentradas no trono. "Nelas, a luz é mais direcionada para o centro, deixando as laterais em uma penumbra".

O rider de luz é composto por 57 PARs 64 foco 5 (16 de 220V e 38 de 110V), 12 PARs 64 foco 2 (220V), quatro PARs 64 foco 1 (220v), 24 PCs de 1.000W, 31 fresnéis de 1.000W, dois fresnéis de 500W, sete elipsoidais ETC 19º e 22 elipsoidais ETC 36º. Orlando Schaider é o operador de luz da temporada.

Projeção ao vivo



Mais um toque de contemporaneidade é dado pela projeção de imagens feita durante a peça. Com uma câmera Panasonic AG-DVC 20 3CCD, os atores fazem uma crônica do espetáculo. Horácio, interpretado por Mateus Solano, que substituiu Caio Junqueira no Rio, é quem opera a câmera a maior parte do espetáculo, pois é o responsável por contar o que aconteceu com seu melhor amigo.

Para a captação de imagens, não foi necessária muita preocupação por parte do iluminador. "A câmera é de alta definição e não precisa de muita luz para captar as imagens. Além de respeitar a luz teatral, ela capta o espírito de teatro da peça", diz Quinderé, que nos momentos de projeção, deixou a luz baixa para evitar que o público tivesse problemas em ver o que era mostrado no telão.

Nas laterais da tela de projeção, que mede cerca de 6m x 5m, há dois fundos de mesmas dimensões, feitos de filó. Assim, quando iluminados por trás, revelam o que se esconde atrás deles, formando a sombra que registra, por exemplo, a transformação de Hamlet no fantasma de seu pai, ao vestir a armadura que o caracteriza. Quando a luz vem da frente, o filó se transforma em um fundo comum.

Figurinos despojados

Os figurinos, assim como os objetos de cena, ficam à disposição dos personagens, colaborando para a formação de cada um no palco. "São figurinos 'cavalos' para serem usados pelos 'cavaleiros', como se fala quando se faz enxertos de plantas. Os 'cavalos' sendo os atores ensaiando - com figurinos que conversam com o cenário nas cores e no despojamento - e os 'cavaleiros' sendo os figurinos criados para os personagens", explica Marcelo Pies.



A montagem contemporânea garantiu a Pies liberdade na criação do figurino a fim de dar um ar despojado, sem causar estranhamento ou deixar de ser fiel ao espírito de Hamlet. "Todas as minhas ideias e conceitos passaram pelo crivo do Aderbal via desenhos, referências fotográficas e provas de roupa. Fiz algumas alterações e adaptações a pedido dele durante os ensaios. Quase sempre para desmontar, simplificar alguns figurinos", conta ele.

A dicotomia entre ator e personagem foi reforçada pelo figurino, uma vez que os atores entram no palco com roupas de ensaio, vestindo seus figurinos e, logo, se tornam personagens diante da plateia. Com as coxias à vista do público, a troca de roupas se dá sempre no palco.

Pies diz que a vontade de deixar aparente tal dicotomia através do figurino surgiu no começo, ao assistir os ensaios. Assim, chegou à ideia de vesti-los, no início da peça, como atores num ensaio de um espetáculo e de os figurinos serem usados por cima dessas bases, deixando-as sempre à mostra.

"Como eu e Aderbal queríamos um visual atemporal, criei um universo conceitual para os figurinos que vão entrando aos poucos, me inspirando e misturando referências, tanto contemporâneas quanto de época, livremente".



Ele conta que misturou figurinos contemporâneos com roupas de brechós e com desenhos feitos por ele. "Busquei, fazendo releituras, ideias em detalhes da moda da época de Shakespeare", diz o figurinista.

Assim, Pies usou zíperes, rasgos, navalhadas, transparências e cortes a laser para obter talhos que revelam as roupas de baixo. No caso da rainha Gertrudes, personagem de Carla Ribas, as alças de sua roupa de base sempre aparecem por trás de seus vestidos. Já Hamlet, em alguns momentos, usa um paletó de veludo com corte de navalha nas costas e nos braços.

As sobreposições, segundo o figurinista, o levaram ao exagero, na fundição de duas peças em uma: o paletó de Polônio, interpretado por Gillray Coutinho, é recortado e remontado em cima de um segundo paletó; o sobretudo de Hamlet possui três camadas diferentes, na parte de fora, sobrepostas, e o vestido de Ofélia é composto por várias camisas sociais masculinas. Para vestir os guardas, foram usadas várias roupas do exército americano para compor os sobretudos recortados para eles.

A postura dos atores em cena exigiu adaptações no figurino. Com exceção de Tonico Pereira e de Carla Ribas, que usam sapato social e sapato de salto oito, respectivamente, todos os atores usam tênis. A preocupação do figurinista foi não reprimir o movimento, que inclui saltos de Wagner Moura.

Para Hamlet, que usa roupas sempre pretas ou cinzas, foi usado couro, camurça de couro, veludo, algodão, zíperes e silk screen. Já para Ofélia, sempre de roupas brancas, foi usado seda com flores vazadas em corte a laser, algodão e tule de algodão pintado. Os figurinos da rainha - três vermelhos, um preto e um roxo - foram feitos de vários tipos de seda e veludo de seda decorado, todos pintados à mão. Cláudio, o rei, usa um paletó de couro cor ouro velho com pinturas.



Para os figurinos de base, foram usadas peças da marca Osklen, que foi parceira da produção e cedeu tudo que o figurinista escolheu. "Eu adoro o trabalho do Oskar Metsavaht e sua equipe. Eles têm despojamento com design e pesquisa de materiais ecológicos e inovadores", elogia.

Pies, nesse trabalho, que lhe rendeu, na categoria melhor figurino, o II Prêmio Contigo de Teatro e a indicação ao 21º Prêmio Shell de São Paulo, trabalhou com Suely Gerhardt, contramestre e professora de figurino da faculdade Veiga de Almeida, e com o alfaiate Altamiro Marriel.





Fonte: Luz & Cena


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Terça-feira, Junho 30, 2009


A veia provocativa de Shakespeare

Não precisava ser Shakespeare. O "Capitão Nascimento" por si só seria capaz de lotar o Teatro da Universidade Federal, no Recife. E mostrou isso no último sábado, durante a primeira apresentação de Hamlet: tanto a plateia quanto o balcão estavam lotadíssimos.

O Hamlet de Wagner Moura é incisivo, visceral, mas também carregado de trejeitos exagerados. Foto: Guito Moreto/Divulgação
Eram certamente espectadores de Tropa de elite ou de Paraíso tropical, novela das oito do horário global em que Wagner Moura interpretou Olavo, vilão que fazia par com Bebel (Camila Pitanga). Voltando à arte dos palcos, talvez se uma pesquisa pudesse ser realizada ali, na entrada do teatro, depois de longas filas, provavelmente atestaríamos que Shakespeare não é um dos textos mais comuns aos nossos leitores.

Muitos podem até lembrar do Romeu interpretado por Leonardo Di Caprio ou de algumas frases célebres, repetidas à revelia, como "ser ou não ser, eis a questão", do próprio Hamlet. Sem nos atermos às discussões sobre o porquê de não lermos Shakespeare, a oportunidade de ver um texto dessa magnitude no palco, numa montagem de grandes proporções, executada por um grupo de atores talentosos, é uma experiência deveras válida.

A duração da peça pode até ter deixado que alguns cochilassem um pouco (o espetáculo começou por volta das 20h30 e terminou depois da meia-noite), mas a atuação vigorosa do protagonista Wagner Moura, aliada ao tom de humor concedido ao texto repleto de lições, era capaz de despertar, causar expectativa e até arrancar risadas. Para isso, o original inglês foi traduzido pelo diretor Aderbal Freire Filho e por Wagner, com a ajuda da professora de inglês Barbara Harringtom. Eles atém brincam com a versão original, trazendo um livro de Hamlet para que os atores finjam ler, como se tudo já estivesse mesmo traçado. Mas apesar de trazer uma outra versão, mais moderna, ainda era o Shakespeare que, pelo discurso de seus personagens diz: "seja fiel a si mesmo".

O conselho parece ter sido seguido à risca por Wagner Moura, considerado um dos atores de maior destaque da sua geração, que protagonizou um Hamlet incisivo, visceral, de trejeitos, por vezes, exagerados e até infantis demais. Voltando às referências da televisão, parece que, em alguns momentos, estávamos vendo Tarso, personagem que está sendo interpretado por Bruno Gagliasso em Caminho das Índias, no palco do teatro. Mas nada que comprometesse a loucura e o desejo de vingança próprios ao Hamlet de Moura.

Elenco - Para deleite do público, afora o próprio Wagner, o elenco é composto de artistas talentosos, como Tonico Pereira, que interpreta Claudio, irmão do pai de Hamlet, rei da Dinamarca, que aparece para revelar ter sido envenenado pelo próprio irmão; e Georgiana Góes, a virgem Ofélia, por quem Hamlet se apaixona. Por sinal, um dos belos momentos da peça é quando Georgiana canta e dança no palco, já fruto da loucura que veio com a morte do pai, assassinado por Hamlet. A montagem conta ainda com mais sete atores, entre eles Caio Junqueira e Carla Ribas.

Para acentuar expressões e, numa forma de dialogar com o vídeo, algumas cenas foram transmitidas através de telão, no meio do palco. Wagner, obviamente, estava à vontade com isso - chega a interpretar "primeiro" para a câmera. Mas tudo que ele diz, por vezes aos pulos e berros, como quem profere um discurso banal, está carregado pela veia psicológica, reflexiva e provocativa de Shakespeare. "Nada no mundo é bom ou mau. É o pensamento que diz", mas "pensar nos faz covardes", ao percebermos que "se todo mundo for tratado como merece, ninguém escapa do chicote", numa edição rápida das mensagens que estavam ali. Como se "tomar pé" da realidade fosse, muitas vezes, duro e agoniante demais.

É também em Hamlet que Shakespeare promove uma avaliação sobre o próprio fazer teatral, colocando um grupo de atores no enredo. E aí Wagner dispara: "Muita gente que aparenta ser civilizada raramente entra no teatro". Realmente. Mas que bom que todos ali tiveram a oportunidade de ouvir e assistir à Hamlet - mesmo que numa versão mais latino-americana - e comentar o texto e a atuação, o mínimo que seja, ao final da peça. A noite, que tinha começado com Wagner Moura pedindo para que o público não fotografasse durante o espetáculo, terminou com muitos flashes e um sonoro Parabéns pra você, que lembrou o aniversário de 33 anos do ator, aplaudido de pé (não só ele, mas todo o elenco) pelo público pernambucano.

Fonte: Diário de Pernambuco


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Segunda-feira, Junho 29, 2009


Wagner Moura faz breve turnê da peça Hamlet pelo Brasil

Após o sucesso da remontagem de Hamlet, de William Shakespeare, feita por Wagner Moura e pelo diretor Aderbal Freire-Filho nas capitais paulistana e fluminense, o espetáculo vai excursionar pelo país. Mas, o sucesso da peça não cabe apenas a Wagner. Com um cenário de grande porte, são 10 os atores que brilham no palco.

A peça, que foi aplaudida por mais de 65 mil pessoas, desembarcou neste último final de semana em Recife, no Teatro da Universidade Federal de Pernambuco.

A segunda parada do espetáculo será na cidade de Goiânia, em Goiás, nos dias 4 e 5 de julho, no Teatro Rio Vermelho. Já nos dias 18 e 19, é a vez dos paranaenses assistirem à peça. Serão duas apresentações no Teatro Positivo, em Curitiba.

Mas, a grande emoção mesmo para Wagner será a última cidade por onde a peça vai passar: Salvador (BA), cidade onde o ator foi criado, nos dias 25 e 26 de julho, no Teatro Castro Alves. Segundo a assessoria da peça, encerrar Hamlet na capital baiana, na verdade, não foi nada programado e sim uma feliz coincidência.

A turnê só será interrompida no mês de agosto, por conta das filmagens do longa Vip´s, onde Wagner viverá mais um protagonista, nas telonas. De acordo com a assessoria, logo após as filmagens, ainda em 2009, outras cidades do Brasil poderão ver Wagner nos palcos.

Fonte: OFuxico
Texto editado por Andressa Santos


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Domingo, Junho 28, 2009


Wagner Moura traz a essência de Hamlet no despojamento

A estreia do Hamlet trazido ao Recife pelo ator baiano Wagner Moura encheu as quase 2 mil poltronas do Teatro da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Desde a última quinta-feira (25), os ingressos para os dois dias da apresentação estavam esgotados. Na montagem do diretor Aderbal Freire-Filho, a clássica tragédia de Shakeaspeare se transforma em farsa, que não deixa a desejar se comparada às melhores comedias shakespeareanas como "A Megera Domada" e "O Sonho de uma Noite de Verão".

A morte do Rei da Dinamarca é o ponto de fuga da trama. Hamlet (Wagner Moura), único filho do monarca, sofre da triste perda, enquanto a Rainha Gertrudes (Carla Ribas), recém viúva, casa-se com Cláudio (Tonico Pereira), o irmão do falecido Rei, tio de Hamlet e herdeiro do trono.

Inconformado com a rapidez com que o luto foi superado pelos familiares e atordoado por visões do fantasma do pai, Hamlet começa a suspeitar de que existe uma conspiração terrível por trás dos acontecimentos.

A farsa se descortina à medida que o protagonista experimenta a loucura, quase esquizofrênica, da suspeita da conspiração e do desejo de vingar a morte do pai. O público fica, então, com o que há de mais genuíno no personagem: Hamlet busca a verdade, a retidão e a honestidade e já não sabe mais em quem acreditar.

A intenção do encenador foi mesmo buscar a simplicidade e o despojamento para aproximar o texto escrito no ano de 1599 aos dias atuais. Metáfora pertinente para o nosso "Reino da Dinamarca", abaixo da linha do Equador, com novos escândalos políticos a todo momento.

Todo o espetáculo é pensado para aproximar o público das essências do texto e do teatro em si. A cena começa a cortinas abertas. O próprio Wagner Moura vem cumprimentar o público e dar orientações para uso de máquinas fotográficas e duração do intervalo e, ali mesmo, se transforma no personagem para iniciar a trama.

A cenografia de Fernando Mello da Costa e Rostand Albuquerque, ganhadora do Prêmio Shell, segue a estética despojada. O palco não tem bastidores e traz poucos elementos. Enquanto uma passagem acontece, os atores que não estão em cena assistem ao espetáculo das laterais, à vista do público, como se fossem uma trupe mambembe. Todas essas nuances afastam um pouco a ilusão do naturalismo e trazem, na fala viva dos personagens, a mensagem do dramaturgo britânico.

Através de um telão posicionado no fundo do palco, são projetados, em tempo real, detalhes de algumas cenas. Com esse recurso, mesmo em um teatro de grandes proporções como o da UFPE, por alguns instantes, temos a sensação de proximidade de um teatro de arena.

A iluminação da peça é precisa e bem executada. A luz projetada por Maneco Quinderé compõe as ambiências dos vários locais onde as cenas se passam, seja nos aposentos do Castelo de Elsinor, ou nas paisagens externas. O figurino assinado por Marcelo Pies é neutro, não determina tempo ou lugar dos acontecimentos e busca o equilíbrio entre o épico e o atual. A trilha sonora é o primeiro trabalho do gênero do ex-integrante da banda Los Hermanos, Rodrigo Amarante. Ele é apaixonado por teatro e criou músicas inéditas para a montagem.

O elenco conta ainda com Georgiana Góes (Ofélia), Caio Junqueira (Horácio), Fábio Lago (Laerte), Gillray Coutinho, Cláudio Mendes, Felipe Koury e Marcelo Flores. Depois do intervalo de dez minutos para esticar as pernas nas 3h30 de espetáculo, as interpretações dos coadjuvantes enchem a cena de frescor. Georgiana Góes emociona ao encarnar uma Ofélia desiludida com o amor de Hamlet e desvairada com a tragédia que se abateu sobre a família.

O final da trama de quatro séculos, já tantas vezes encenada e levada para o cinema por atores de renome como Laurence Olivier, Innokenti Smoktunovsky e Mel Gibson, muitos devem conhecer. Mas para não estragar a surpresa do público jovem que talvez se encontre com Shakespeare pela primeira vez, ficamos por aqui com uma das célebres frases de Hamlet: “O resto é silêncio”.

Wagner Moura chegou à cidade na sexta-feira (26), acompanhado da esposa Sandra Delgado e do filho Bem, de dois anos. A temporada aqui tem um gosto especial para a família: neste sábado (27), Wagner Moura completou 33 anos. O público recifense pode saudar o artista aclamado no teatro, cinema e telenovelas com aplausos de parabéns e satisfação ao fim da montagem viva, atual e despojada de um Hamlet que sai do convencional para se aproximar das pessoas.

Fonte: Pe360°graus


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Sábado, Junho 27, 2009


BLOG EM FESTA!



Nesta nova primavera que se inicia para o Wagner, o blog traz uma singela homenagem em vídeo feita com bastante carinho especialmente para a data de hoje. E neste dia tão especial, desejamos ao Wagner um feliz aniversário, saúde, paz, amor, felicidade, prosperidade, bastante sucesso, enfim, tudo o que há de bom. Confira logo a seguir o vídeo, se delicie com a homenagem e... PARABÉNS, Wagner!!!



Por Andressa Santos


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Sexta-feira, Junho 26, 2009


Wagner Moura imprime sua marca em Hamlet

Ator baiano lidera a montagem da tragédia shakespeariana, que inicia turnê nacional no Recife, neste sábado e domingo, no Teatro da UFPE

A sessão de amanhã do espetáculo Hamlet terá um sabor especial para Wagner Moura. O ator baiano pisará no palco do Teatro da UFPE no dia em que completa 33 anos de idade e inicia a primeira turnê nacional da peça, o principal papel de sua trajetória cênica até hoje. Wagner é daqueles intérpretes que colecionam sucessos nos projetos profissionais em que se envolveu. Deixou o Brasil inteiro dividido entre o ódio e a simpatia pelo vilão cínico Olavo, na novela Paraíso tropical, em 2007. E criou polêmica com o Capitão Nascimento, no filme Tropa de elite, no mesmo ano.

Também tinha sido bem-sucedido em A máquina, a peça dirigida pelo pernambucano João Falcão, em 2000, que levou ele e outros jovens atores nordestinos que faziam parte do elenco a morar no Rio de Janeiro. Mas faltava uma peça em que ele se destacasse e pudesse exibir todo seu talento de ator, pois é no palco de um teatro onde ele se sente em casa.

"Tinha muita vontade de voltar a atuar no teatro. Aqui, entendo porque sou ator e isso me dá segurança.Me sinto muito realizado", confessa Wagner Moura, que também produziu Hamlet, onde é dirigido por Aderbal Freire Filho.

Para garantir a fidelidade ao universo criado por William Shakespeare na virada do século 17, Aderbal tomou a iniciativa de fazer uma nova tradução do texto, tarefa em que foi auxiliado por Wagner Moura e pela professora de inglês Barbara Harrington. Na opinião de Moura, a tradução foi crucial, pois a peça não sofreu nenhum corte, mas o texto se tornou mais comunicativo. O ator baiano se envolveu mais ainda em Hamlet, ao fazer a produção da peça, ao lado de um parceiro em outros projetos, Sérgio Martins.

"Tenho muito prazer em ver Hamlet concretizado, mas o prazer do produtor é bem diferente do ator", pondera.

Com dez atores no elenco, que não saem de cena durante o espetáculo, entre eles Tonico Pereira (Claudio), Caio Junqueira (o Aspira de Tropa de elite, que na peça interpreta Horácio) e Georgiana Góes (a jovem Ofelia, por quem Hamlet se apaixona), Hamlet lotou os teatros em São Paulo eno Rio de Janeiro - desde sua estreia, exatamentre um ano atrás - e também conseguiu elogios da crítica pela atuação vigorosa de Wagner Moura. Ele encarna o príncipe da Dinamarca que enxerga o fantasma de seu próprio pai, o Rei Hamlet, que lhe conta haver sido envenenado pelo irmão, Claudio, enquanto dormia e exige vingança. Claudio acaba se casando com a Rainha Gertrudes (Carla Ribas), roubando do pai de Hamlet, de uma só vez, a vida, o poder e a esposa.

Como protagonista da tragédia, Wagner Moura se entrega ao papel de modo visceral, numa leitura que se distancia da maneira econômica e contida dos europeus encararem o personagem. Do Recife, a turnê segue por outras capitais brasileiras, como Goiânia e Curitiba, até terminar em Salvador, no final de julho. A trilha sonora é de Rodrigo Amarante, ex-integrante da banda Los Hermanos.

Serviço

Onde: Teatro da UFPE (Cidade Universitária)
Quando: Sábado, às 20h e domingo, às 19h
Quanto: R$ 70 e R$ 35 (plateia)/ R$ 60 e R$ 30 (balcão - 1º andar).
Clientes Bradesco Prime têm 50% de desconto
Informações: 3207-5757

Fonte: Diário de Pernambuco


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Quinta-feira, Junho 25, 2009


Wagner Moura vem ao Recife este fim de semana como Hamlet

Uma das peças mais encenadas na história do teatro chega ao Recife neste fim de semana. Hamlet, escrita por William Shakespeare no final do século XVII, será apresentada nestes sábado (27) e domingo (28), no Teatro da UFPE. Com Wagner Moura no papel do Príncipe da Dinamarca, a montagem é dirigida por Aderbal Freire-Filho. A capital pernambucana abre a turnê brasileira da peça, que passou um ano sendo encenada apenas no eixo Rio-São Paulo.

O diretor fez uma nova tradução da peça, em parceria com a professora de inglês Barbara Harrington e com o próprio Wagner Moura. Segundo o diretor, o objetivo foi ser fiel ao universo shakesperiano, privilegiando menos o campo literário e buscando a humanidade do que é dito. Ainda de acordo Aderbal Freire-Filho, sua direção é norteada pelo caráter metateatral tão presente na obra de Shakespeare, especialmente em Hamlet. O diretor explica que, em cena, os atores estarão sempre no palco, como se fossem uma companhia de teatro contando a história.

O elenco conta com dez atores e traz nomes como Georgiana Góes (Ofélia), Caio Junqueira (Horácio), Fábio Lago (Laerte) e também a dupla Gillray Coutinho (Prêmio Eletrobras por ‘O Púcaro Búlgaro’) e Cláudio Mendes (O que diz Molero), parceiros de longa data de Freire-Filho. Carla Ribas volta ao teatro para viver a rainha Gertrudes, depois de protagonizar o elogiado longa A Casa de Alice, selecionado para a última edição do Festival de Berlim.

A cenografia fica por conta da dupla Fernando Mello da Costa e Rostand Albuquerque e os figurinos são de Marcelo Pies. A trilha sonora é assinada por Rodrigo Amarante, que integrou a banda Los Hermanos.

O espetáculo tem início às 20h no sábado e 19h no domingo. O preço para cadeiras é R$ 70 (inteira) e R$ 35 (meia) e para o balcão 1º andar. R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia).

Serviço

Hamlet

Onde: Teatro da UFPE (Av. dos Reitores, S/N - Cidade Universitária, Recife)
Quando: 27 e 28 de junho (sábado e domingo)
Hora: 20h no sábado e 19h no domingo
Quanto: Cadeira R$ 70 (inteira) e R$ 35 (meia) e balcão 1º andar R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia), à venda na Livraria Saraiva e no teatro. Assinante JC e clientes Bradesco Prime têm 50% de desconto.

Fonte: JC Online


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Quarta-feira, Junho 24, 2009

Dois anos sem contato direto com Wagner Moura e lá estava ele recebendo a equipe do blog no camarim de Hamlet.
Simples como o conhecemos na época da peça Dilúvio em tempos de seca em 2005. Com os cabelos molhados, mochila nas costas, tênis, calça jeans, um blusão soltinho no corpo e de óculos. Era o mesmo sorriso e o mesmo semblante tímido após Rede Globo e o estrandoso sucesso de Tropa de elite.

Assim que nos viu, abriu o largo sorriso de sempre e disse para mim, Carol Monteiro:

" Quanto tempo eu não te vejo. Custou a vim me ver!"

Aproveitando o momento, Andressa que é da equipe da Máfia, deu a ele uma singela mensagem de aniversário em nome do blog. Ele leu e soltou um sonoro:

"Vocês são lindas!"

Com isso, não perdemos tempo e perguntamos se ele entrava aqui no blog. E ele nos disse que entra de vez em quanto e conhece o nosso trabalho. Que o blog está lindo!

"Parabéns pelo que vocês fazem. Obrigado de coração. A minha mãe, cara, minha mãe entra no blog para ter notícias minhas."

Foi então que Wagner nos fez um pedido:

"Façam um favor pra mim. Avisem que não sou eu no Twitter."

Pois bem. Está avisado!

O assédio neste dia estava algo fora do controle! Eram em torno de 100 pessoas a sua espera gritando e esperando por ele. Escoltado, Wagner saiu assustado com a multidão mas deixando um encontro marcado conosco para o dia seguinte.

"Cheguem mais cedo."
_disse ele quando pedimos para registrar os bastidores da peça.

No dia seguinte, lá estávamos nós,chegando junto com o elenco. A produtora da peça nos recebeu de braços abertos e foi de uma gentileza sem tamanho. Ela nos apresentou a equipe da peça nos identificando como as pessoas que divulgam o Wagner na internet através do blog, e foi nos abrindo todas as portas da cochia.

A vontade de bater foto de cada detalhe, se rendeu a uma ética imensa de não registrar aquele espaço, aquele momento que cabe só aos atores e a produção por trás das cortinas. Vimos muita coisa. Coisas que jamais imaginamos que teríamos a oportunidade de ver mas por respeito ao Wagner, deixamos você apenas com o relato do que vimos.

Curiosas, pegamos a armadura de Hamlet e embora tenham nos dito que não é pesada, achamos o contrário. No camarim do Wagner, fotos, recadinhos de pessoas que ele admira, programa de peças que ele já fez, o figurino dele e uma foto de Paulo Autran.

Pelos corredores, a equipe técnica corria para arrumar tudo enquanto os atores chegavam e aproveitavam para lanchar. Foi nesse instante que nos foi oferecido para comer também. Nem comemos mas a companhia nos foi muito apetitosa. Tivemos o prazer de bater papo com Caio Junqueira. A equipe deste blog fez parceria com a equipe do blog dele e somos de uma amizade bem próxima. Foi uma delícia confirmar que o Caio é tão especial quanto o Wagner em sua simpatia e receptividade.



Wagner assim que chegou falou conosco. Insistiu para que comemêssemos, nos deu convite para aquele dia da peça e posou para fotos.
No último dia de peça, nosso encontro com Wagner terminou à caminho do estacionamento, onde o assunto era alguma coisa banal e Wagner voltava a agradecer pelo blog e o carinho de todos os fãs.

O que vimos foi o Wagner de sempre que se preocupou com o quem estava no meio do tumulto, atendeu a quem o esperou e acima de tudo, nos foi doce do início ao fim.

Mas a nós do blog cabe agradecer não só ao Wagner, mas a Nil Caniné pela confiança e liberdade que ela nos deu, ao Caio Junqueira por toda a sua simpatia e receptividade e a Georgiana Góes e ao Cândido Dam por terem vindo até nós nos ajudando a nos sentirmos inseridas naquilo tudo.




A PEÇA

Um texto traduzido e abrasileirado, com toda a poética filosófica e rebuscada de Shakespeare mas com espaço para ser popular.
A peça aguça todos os sentidos, te leva pelos clichês do teatro, coloca a platéia no palco e gera uma reflexão automáticas em cima de frases fortes tão atuais.

Tudo isso, utilizando recursos que exigem ainda mais das interpretações e quebram a mesmice.
A peça conta com um elenco cujo no qual é impossível apontar alguém que não tenha um rendimento excelente. Os atores passeiam entre o drama e a comédia com maestria.

Isso tudo sem falar das possibilidades oferecidas pelo cenário, a trilha envolvente, o jogo de luz impecável e interpretação visceral de Wagner Moura.

O que se vê é um ator com total entrega que todo o resto lhe é indiferente. Eler não interpreta Hamlet, ele é Hamlet. É quase uma incorporação o que acontece quando a armadura é de todo colocada e vê-se os primeiros passos dele em cena.

A peça alcança a todos só é uma pena que seu custo não caiba em todos os bolsos.

Texto por Carol Monteiro
Fotos: Fã-clube máfia do Sexo Frágil


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Terça-feira, Junho 23, 2009


Hamlet para muitos

A paixão pela saga do príncipe atormentado e com desejo de vingar a morte do pai mobiliza o ator Wagner Moura, o papel principal da peça Hamlet, que chega ao Recife no próximo sábado e domingo (dias 27 de junho, às 20h, e 28 de junho, às 19h), no Teatro da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco). O intérprete ficou famoso nacionalmente depois de personagens na televisão (como o vilão Olavo, da novela da Globo Paraíso tropical) e no cinema (o Capitão Nascimento, de Tropa de elite). Um ano depois da estreia deste que é seu quarto espetáculo teatral, este baiano nascido em Rodelas, cidade no Vale do São Francisco, e criado em Salvador - tendo se mudado para o Rio de Janeiro desde 2000, continua empolgadíssimo com o desafio de liderar a montagem com ares de superprodução. São 10 atores no palco e um cenário de grande porte, sob a direção de Aderbal Freire Filho.

Casado com a fotógrafa Sandra Delgado e pai de Bem, de 3 anos, Wagner Moura permanece na estrada até o final de julho. Em agosto, interrompe a turnê de Hamlet para participar das filmagens de Vips, longa-metragem dirigido por Tonico Mello, da O2 Filmes. A apresentação do sábado terá um sabor especial. Nesta data, o ator completa 33 anos.

"O que mais me deixa alegre é ser um espetáculo de longo alcance. Dizer que a linguagem de Shakespeare é intransponível é ideia de intelectual bobo. Hamlet é uma história que acaba se resolvendo com o que ele escreveu há 400 anos. Não pede economia, e sim, arrebatamento", argumenta. Na última quarta-feira, depois de mais um ensaio, Wagner Moura conversou por telefone com o Diario. (Tatiana Meira)

Trabalhar com o Aderbal Filho foi a realização de um sonho?

Em Dilúvio em tempos de seca, em 2004, em que contracenei com a Giulia Gam, a direção era do Aderbal. Tinha muita vontade de voltar a fazer teatro, pois fiquei encantado com a fome dele de dirigir. Então, pensei que Shakespeare era perfeito para ele trabalhar, pois as peças são muito teatrais, o imaginário dos séculos 16 e 17 tem um impacto muito forte no espectador. Sou um entusiasta deste tipo de teatro. Nossa parceria é muito bonita e só quero fazer teatro com ele.

Sua interpretação foi escrita pela crítica como febril, agitada, selvagem. Como foi construindo o personagem para dar a ele este tom mais verdadeiro?

Selvagem, adoro esta palavra. (Risos). Gosto muito de um teatro físico, expressionista, no qual o ator não precisa puxar o freio de mão. É muito intenso, uma leitura que vem de minha herança brasileira, latino-americana, baiana. Faço um Hamlet emocional, vigoroso, o contrário da interpretação europeia, contida. Prefiro um teatro antropológico, sem tanto psicologismo. Juntei a minha natureza de ator expressionista com um autor que pede isso, o arrebatamento.

Ao lado do diretor, e com o auxílio da professora de inglês Barbara Harrington, você realizou a tradução do texto para o português. Como foi esta experiência?

Queríamos ir direto ao ponto, mas não para simplificar ou deixar a linguagem coloquial. Somos muito fiéis ao texto, à linguagem poética mostrada. Mas não optamos por um português arcaico. O verbo "to go", por exemplo, traduzimos como "vá", ao invés de "ide". Não fizemos uma versão literária, para ser publicada, mas a estrutura em versos foi mantida. Com a poética, mas sem os rococós.

Antes da estreia, o canal de TV por assinatura Multishow exibiu um documentário com os bastidores da peça, os ensaios. Existe a possibilidade de este material se transformar em filme?

Este é um trabalho da Sandra Delgado, minha mulher, que documentou o processo desde o início. O teatro é algo efêmero. E, às vezes, é triste, porque o espetáculo acaba e fica sem registro. Adoraria ter visto a preparação de O rei da vela, por exemplo (texto de Oswald de Andrade, na montagem histórica do Teatro Oficina). Ela ampliou o foco do projeto para o Amir Haddad, o Zé Celso, o Antunes Filho. Está registrando outras peças e é provável que vire filme.

Esta é a primeira turnê de Hamlet, que antes lotou os teatros onde esteve em cartaz em São Paulo e no Rio de Janeiro. Por quê terminar este giro pelo Brasil em Salvador?

É muito significativo fechar a turnê em Salvador, onde comecei a fazer teatro profissionalmente há 18 anos, numa escola de artes, a Casa Via Magia, na Federação. Fiz A máquina, um espetáculo importante em minha vida, logo que saí de lá, mas nunca consegui voltar à Bahia com uma peça. E Hamlet é meu quarto trabalho no teatro. Mas o Recife também quero muito fazer, porque estreei A máquina aí e é onde moram a maioria dos meus tios e primos.

Embora seja muito extenuante manter Hamlet em cartaz, como se sente em relação ao êxito da peça?

Sou um ator de teatro e me sinto realizado, em casa, quando estou atuando. De fato, é um momento importante não só da minha carreira, mas da minha vida. Conseguimos fazer uma montagem de Shakespeare comunicativa, quebrando os preconceitos contra o autor. Vou sentir saudade quando acabar a turnê, pois venho amadurecendo esta fome de estar em cena.

Fonte: Diário de Pernambuco


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Domingo, Junho 21, 2009


Wagner Moura e Daniel Rezende falam sobre o curta-metragem “Blackout”

No filme, o ator vive um assessor parlamentar que passa por uma situação inusitada



Wagner Moura é o protagonista do curta-metragem de dez minutos “Blackout”. O filme é o primeiro trabalho de Daniel Rezende como diretor. Ele foi responsável por produções importantes para o cinema como “Diários de Motocicleta” e “Dark Water “, de Walter Salles, “Tropa de Elite”, de José Padilha e “Cidade dos Homens”, de Paulo Morelli.

No curta, dois assessores parlamentares entram em uma sala em reforma na Assembléia Legislativa para usar drogas no final do expediente de sexta-feira. De repente, acontece um blackout e os dois ficam presos na sala escura. O que era para ser um momento de relax vira uma constante sucessão de revelações que pioram a cada segundo.

Segundo Daniel, a escolha do elenco foi fundamental para o resultado final: “Tivemos a sorte de contar com o Wagner Moura e o Augusto Madeira, que criaram uma química perfeita. Ficamos todos muito felizes com o filme, acho que conseguimos mesclar tensão com boas doses de humor negro”, diz.

Wagner Moura devolve os elogios do diretor e conta como foi filmar o curta:

“Daniel Rezende é um dos grandes diretores do futuro cinema brasileiro. Um sujeito com uma experiência enorme apesar da pouca idade. Sou amigo do Dani e tive imediata vontade de fazer o Blackout com ele, que tem um roteiro muito bom, além da idéia maravilhosa de um montador dirigir um plano sequência. Quis estabelecer com ele uma parceria que eu espero se estender para projetos futuros. Filmar o Blackout também foi um barato porque Daniel revelou uma maturidade enorme na condução dos atores. Eu e o Augusto Madeira nos divertimos muito”, contou.

Fonte: Quem Acontece


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Sábado, Junho 20, 2009


Curta com Wagner Moura é destaque hoje em festival


Wagner Moura e Augusto Madeira

Hoje, às 17h, no CCBB do Rio, o curta metragem Blackout será exibido no Cinesul, Festival Ibero-Americano de Cinema e Vídeo. O filme de dez minutos é estrelado por Wagner Moura e Augusto Madeira, que interpretam dois assessores parlamentares presos em uma sala durante um blackout. A direção é de Daniel Rezende.

''Filmar o Blackout também foi um barato porque Daniel revelou uma maturidade enorme na condução dos atores. Eu e o Augusto Madeira nos divertimos muito'', contou Wagner Moura.

Fonte: Contigo!


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Sexta-feira, Junho 19, 2009


Hamlet em Recife



Confira a seguir as datas e preços para assistir a peça Hamlet, que conta com Wagner Moura no personagem principal, em Recife:

Hamlet de William Shakespeare com direção de Aderbal Freire Filho e o ator Wagner Moura como protagonista.

Horários

Dia 27.06.09 às 20:00 hrs
Dia 28.06.09 às 19:00 hrs

Ingressos

Platéia Inteira R$ 70,00/Meia R$ 35,00
Balcão(1ºandar) R$ 60,00/Meia R$ 30,00

Teatro

Teatro do Centro de convenções da UFPE.

Bilheteria: (81) 32075757

Horário de funcionamento: 09:00 hrs às 13:00 hrs e 14:00 hrs às 17:30 hrs (Vendas em geral). A partir das 17:30 hrs somente venda de ingressos para espetáculo do dia. Para compra de ingressos MEIA é necessária a apresentação do documento de identificação.

Fonte: site do teatro
Introdução: Andressa Santos


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Quinta-feira, Junho 18, 2009


Wagner Moura apresenta Hamlet na Uerj

Esqueça o Capitão Nascimento, de “Tropa de elite”; o presidente Juscelino Kubitschek, da minissérie da Globo; o traficante Zico, de “Carandiru”, e o vilão Olavo Novaes, personagem da novela “Paraíso tropical”. Wagner Moura é Hamlet, de Shakespeare. Viscerais, inquietos, contemplativos e carismáticos, o príncipe dinamarquês protagonista da obra e o ator baiano compartilham características que serão apresentadas no palco do Teatro Odylo Costa Filho, na Uerj, nos dias 18, 19 e 20 deste mês. Com R$ 30 ou R$ 15 mais uma caixa de leite, os fãs de “Hamlet”, ou de Moura, poderão acompanhar a montagem, que completa um ano em cartaz (já esteve em São Paulo e no Teatro Casa Grande, no Rio) justamente no dia 20. Confira a reportagem completa no GLOBO-Tijuca desta quinta-feira ou, se você é assinante, leia pelo Globo Digital.

Indagado sobre a expectativa de comemorar no palco do Maracanã o primeiro aniversário do espetáculo, Wagner olha para cima, franze a testa e pensa em silêncio. Aperta o queixo e vislumbra:

— Quero um público diferente. Não espero reações específicas, mas simplesmente diferentes. Não queria mais estar na Zona Sul. Agora, desejo chegar a outras pessoas, mais e mais pessoas, pois o lugar de Shakespeare não é entre os intelectuais. Estamos tirando o pó colocado em cima de Hamlet.


Clique aqui e veja a entrevista feita com Wagner Moura.

Fonte: O Globo


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Este blog não é de uso pessoal de Wagner Moura.
Ele foi criado como homenagem sendo de responsabilidade de Carol Monteiro.
Não tendo Wagner Moura nenhuma responsabilidade direta com o mesmo.

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