Sexta-feira, Dezembro 30, 2005
ENTREVISTA
A minissérie JK tem particularidades de sobra para ser um marco na carreira de Wagner Moura. O ator que interpreta Juscelino Kubitschek dos 18 aos 43 anos conta que este é um trabalho de estréias: primeira minissérie, primeiro trabalho de época para TV, primeiro personagem que já existiu na vida real e primeiro trabalho com o diretor Dennis Carvalho. Boêmio assumido, assim como o ex-presidente, Wagner revela ainda que dançar é outra característica que o aproxima de Juscelino. Veja o que mais ele disse numa entrevista na sala de leitura do estúdio E, no Projac:
Como pintou o convite para ser o JK?
Quando eu estava fazendo A Lua Me Disse, o Dennis Carvalho foi lá no camarim e me convidou. Isso foi quase dois meses antes de a novela terminar. Adorei o convite. Na hora fiquei animado e afim de fazer. Não tinha planos de emendar outro trabalho na televisão depois da novela. Queria fazer teatro ou cinema etc. Mas foi irrecusável. Eu nunca tinha feito uma minissérie, nunca tinha feito uma trama de época, nunca tinha trabalhado com o Dennis e nunca tinha feito um personagem que já existiu. Tudo me atraiu.
Você se acha parecido com o Juscelino?
Não. Parecer fisicamente não tem jeito. Estou nas mãos da Marlene Moura (responsável pela caracterização dos personagens) e ela está fazendo um trabalho excelente, porque realmente não me pareço com ele. Essa parte da caracterização é importantíssima.
Como foi o processo de criação do personagem?
Comecei a estudar, a ver tudo sobre ele e a ler todas as biografias possíveis, inclusive a que ele próprio escreveu. O Juscelino contando a própria vida foi um prato cheio pra mim. Procurei estudar também a política da época: dos anos 30 até 1964. Há ainda a parte teórica de estudo de época. Já o contato com a família dele, eu não tive. Só fui conhecer a Maria Estela Kubitschek (filha de Juscelino), o Carlos Murilo (primo de Juscelino) e alguns outros integrantes da família na festa de estréia da minissérie, em Brasília. Fiquei muito feliz de tê-los conhecido. Eles me deram um retorno bacana do que viram. É que, durante a festa, passaram uns dez minutos da minissérie num telão e eles gostaram.
Quais recursos você utiliza para interpretá-lo?
Busquei as tão famosas características principais do Juscelino: o otimismo, o desenvolvimentismo, a perseverança, o bom-humor, a fé no futuro e a fé na humanidade e procurei isso tudo dentro de mim. Não adianta imitar uma pessoa que já existiu. Tentei buscar essas características dele dentro de mim.
Você é baiano. Como faz para disfarçar o sotaque, já que Juscelino era mineiro?
Procurei anular totalmente meu sotaque baiano e também meu sotaque carioca. Nem eu nem ninguém na minissérie está falando com o chiado do carioca. Quem não investiu no mineirismo teve que, pelo menos, anular os acentos. Não fui fundo no sotaque de mineiro, mas, no comecinho, fiz um trabalho com a Íris (Gomes da Costa, professora de prosódia), mais pra neutralizar. Ela é sensacional, é ótima profissional. Alguns atores chegaram a investir no mineirismo, como a Julia Lemmertz.
Você gosta de política?
Gosto muito. Sempre me interessei muito por política. Acompanho os episódios políticos como qualquer cidadão.
O JK tinha fama de boêmio. E você, também se encaixa neste grupo?
Sim. Gosto de beber, de sair... Mas tenho um lado caseiro também.
Em quais cenas você tem sentido mais dificuldade?
Na verdade, tive mais dificuldade no ritmo das gravações, que é muito intenso. Nas cenas de época também, só que mais no início. Às vezes a gente se sente meio preso, não só pelas roupas, mas também pela maneira de falar.
A minissérie vai mostrar o lado pé-de-valsa de JK. Você gosta dançar?
Gosto muito. Isso é até uma característica que a gente tem em comum. Tive aulas com o Jaime Arôxa (professor de dança) e aprendi valsa e outras danças da época para compor o personagem.
Jogo-rápido
Ator: Mateus Solano e André Frateschi.
Atriz: Debora Falabella.
Cantor: Caetano Veloso.
Cantora: Vanessa da Mata.
Esporte: Escalada. Tenho escalado o Pão de Açúcar.
Filme: Oito e meio, de Federico Fellini.
Um herói: Meu pai.
Idade: 29 anos.
Um livro: A Bíblia.
Prato preferido: Cheio.
Programa de TV: JK e Sexo Frágil.
Signo: Câncer.
Sonho de consumo: Férias.
Sonho profissional: Férias.
O time do coração: Vitória.
Uma viagem: Quero conhecer o Deserto do Atacama, no Chile.
Fonte: Site da minissérie JK
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Terça-feira, Dezembro 27, 2005
A dança através dos tempos
A dança, em diversas modalidades, será um dos destaques da minissérie ¿JK¿. Não poderia ser diferente, se levarmos em conta que Juscelino Kubitschek, o personagem principal, era um famoso pé-de-valsa, sujeito que dançava muito bem e não perdia uma oportunidade de exercitar o hobby. Mas isso não é tudo. A dança também será usada para ajudar a mostrar e demarcar cada época a ser abordada pela trama, que começa nos primeiros anos do século XX e termina em 1976. Por isso, vai ter valsa, tango, maxixe, rock e até uma certa cakewal
Para Wagner Moura, que interpreta JK dos 18 aos 43 anos, não tem sido problema algum dançar em cena, já que o ator gosta mesmo de sacudir o esqueleto. Só que ele tem precisado treinar danças que não são as que ele está acostumado a praticar nas festas. Para a cena do casamento de Naná, irmã de JK, ele teve aula de valsa e maxixe, por exemplo. Para uma cena do Cabaré de Olímpia, o maior bordel de Belo Horizonte nos anos 20, ele teve aula de tango. E por aí vai. Mas ele tira de letra. ¿O Wagner é, com certeza, o aluno mais aplicado¿, aprova a professora de dança Ju Espíndola.
Fonte:Site da minissérie JK
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Quarta-feira, Dezembro 21, 2005
As locações
Elenco grava em várias cidades
Wagner Moura dança com Juliana Mesquita na frente da Igreja de São João Evangelista, em Tiradentes (MG)
Wagner Moura posa com a Praça e o Palácio da Liberdade ao fundo, em Belo Horizonte (MG)
Fonte: Site da minissérie JK
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Segunda-feira, Dezembro 19, 2005
Gravação de minissérie atrai multidão
A Cinelândia, no centro do Rio de Janeiro, esteve lotada no fim de semana, com a posse do presidente Juscelino Kubitschek. Centenas de pessoas foram saudá-lo, a cavalaria compareceu em traje de gala e ele desfilou em carro aberto, acenando para a multidão. Tratava-se da gravação da minissérie JK, que a Rede Globo estréia em 3 de janeiro, contando a trajetória do presidente mais popular que o País já teve.
Nas gravações de ontem e de sábado, Juscelino era vivido pelo ator Wagner Moura, que repetiu várias vezes a mesma cena. Enquanto papel picado caía dos prédios, a multidão gritava seu nome e ele acenava, com seu gesto característico.
A minissérie foi escrita por Maria Adelaide Amaral (que no ano passado escreveu Um Só Coração, para comemorar os 450 anos de São Paulo) e Alcides Nogueira e é dirigida por Dênis Carvalho e Amora Mautner, que comandava os trabalhos no fim de semana. Até a cena de ontem, Wagner Moura viveu o presidente. Na fase madura, a ser gravada de agora em diante, o ator será José Wilker. (das agências)
Fonte: Jornal O Povo
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Sábado, Dezembro 17, 2005
Wagner Moura
JK em Belo Horizonte ao lado dos amigos, na época em que era telegrafista
JK todo arrumado, já como político
O político acostumado a vencer
Fonte:Site da minissérie JK
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Quinta-feira, Dezembro 15, 2005
Wagner Moura e Priscila Fantin estrelam campanha publicitária de empresa automobilística
Wagner Moura e Priscila Fantin são as estrela da nova campanha publicitária da FIAT. Em cena, os dois atores contracenam com o ursinho Gino Passione, que representa o serviço de revisão programada da montadora.
Nos comerciais criados pela Giovanni,FCB, eles se referem a Gino como se ele fosse uma pessoa apaixonante que todos conhecem, admiram e confiam.
Num dos filmes, Wagner Moura declara "Gino Passione é um parceiraço".
Fonte:Dirce
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Festa de lançamento da minissérie global JK
A festa de lançamento da minissérie JK, aconteceu nesta última terça-feira, dia 13, em Brasília
Elenco de feras na festa que teve até drink especial: lima da pérsia, limão siciliano, wisky green label e canela. Sucesso absoluto entre os convidados!
Wagner Moura
Fonte: Buxixo
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Quarta-feira, Dezembro 14, 2005
Em Brasília, elenco de 'JK' festeja na pista de dança o lançamento da minissérie
Brasília abrigou na noite desta terça-feira uma verdadeira constelação global. A cidade onde foram realizadas a coletiva de imprensa e a festa de lançamento da minissérie "JK" não foi escolhida à toa. Idealizada e construída por Juscelino Kubitschek, a capital do país, que este ano comemorou 45 anos de sua fundação, foi palco, ontem, de uma megaprodução da Rede Globo, com direito à volta ao passado. O Memorial JK, que guarda o acervo sobre a vida e obra do ex-presidente, pareceu pequeno diante de tantos famosos.
Antes de caírem na gandaia, os atores assistiram ao videoclipe da atração, escrita por Maria Adelaide Amaral e Alcides Nogueira, com direção de núcleo de Dennis Carvalho e estréia no dia 3 de janeiro. As cenas arrancaram lágrimas principalmente de Wagner Moura, que interpreta o personagem-título na primeira das três fases da atração.
"Chorei porque está valendo a pena o esforço. O ritmo está mais pesado do que em novela, e para baiano isso dói um pouco. Estou até tomando uns comprimidos para dar mais energia. Juscelino era um idealista e fazia tudo em prol do futuro. Já, hoje em dia, a minha geração não acredita que possa mudar", lamentou o ator, que dividirá com José Wilker o papel. Ele lembrou que, por coincidência, são dois nordestinos interpretando um mineiro.
(...)Dan Stulbach liberou geral ao som dos anos 80. Caco Ciocler também não perdeu o ritmo. Ariclê Perez, Denise del Vecchio e Luis Melo esbanjaram vitalidade. Mas quem fez jus ao apelido de pé-de-valsa de JK foi o intérprete Wagner Moura. Como Juscelino, o ator mostrou que sabe dançar. Ele e Mariana Ximenes estavam bastante animados.
(...) A noite em Brasília, desta vez, não terminou em 'pizza'. Muito pelo contrário. Para reabastecer os vips, um refinado bufê, que incluiu capeletti de alho poró, mariscos com lula, camarão ao molho de champanhe e rosas de mortadela
com carpaccio. De sobremesa, chocolates e frutas silvestres. Para beber, muito scotch, drinques, refrigerantes e água.
Galeria
Wagner Moura participa da festa de lançamento da minissérie JK,
Wagner e Júlia
Fonte: Dirce e Babado
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Terça-feira, Dezembro 13, 2005
JK: Wagner Moura e Débora Falabella gravam cenas do noivado de Juscelino Kubitschek e Sarah Lemos
Wagner Moura e Débora Falabella gravaram na quinta-feira uma seqüência de cenas em que Juscelino Kubitschek e Sarah Lemos, seus personagens na minissérie "JK", rompem e reatam o noivado que culminará no casamento dos dois.
O relacionamento é acompanhado de perto pela família de JK , a mãe Julia Kubitschek (Julia Lemmertz), a irmã Naná (Juliana Mesquita) e o cunhado Júlio Soares (Mateus Solano) e pelos parentes de Sarah, a matriarca Luisinha Lemos (Louise Cardoso) e as irmãs Idalina (Luiza Mariani), Maria Luisa (Rosanne Holland) e Amélia (Rafaela Mandelli).
Fonte: Site da minissérie JK
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Segunda-feira, Dezembro 12, 2005
Festa de noivado
Wagner Moura e Débora Falabella gravaram nos últimos dias uma seqüência de cenas em que Juscelino Kubitschek e Sarah Lemos, seus personagens na minissérie, rompem e reatam o noivado que culminará no casamento dos dois. O relacionamento é acompanhado de perto pela família de Juscelino ¿ a mãe, Júlia Kubitschek (Julia Lemmertz), a irmã, Naná (Juliana Mesquita), e o cunhado, Júlio Soares (Mateus Solano) ¿ e pelos parentes de Sarah ¿ a matriarca Luisinha Lemos (Louise Cardoso) e as irmãs Idalina (Luiza Mariani), Maria Luisa (Rosanne Holland) e Amélia (Rafaela Mandelli).
Juscelino fica um pouco constrangido em seu primeiro jantar na casa da namorada, Sarah. Ele não estava acostumado com tanto requinte mas ele é bom de papo e encanta a todos.
Depois vem a festa de noivado. Juscelino já está mais acostumado ao ambiente elegante da casa de sua futura sogra mas Sarah e JK acabam rompendo o noivado quando ele decide estudar em Paris. Um ano depois, ele volta ao Brasil e reata o relacionamento.
Fonte:Site da minissérie JK
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Quinta-feira, Dezembro 08, 2005
Viagem ao mundo de JK
A minissérie JK só estréia em Janeiro, mas suas gravações estão a pleno vapor! Estivemos em Tiradentes acompanhando tudinho. Você viu como o protagonista Wagner Moura nos recebeu bem? Ele e o diretor Dennis Carvalho!
Fonte:Site Video Show.
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Gravações em Belo Horizonte
Depois de gravar em Tiradentes (MG), Diamantina (MG) e Santos (SP), esta semana foi a vez de a equipe da minissérie gravar em Belo Horizonte (MG). A cidade que recebeu Juscelino Kubitschek na sua juventude foi o cenário das gravações realizadas entre sábado, dia 3, e terça-feira, dia 6. A diretora Amora Mautner comandou cenas na Praça e no Palácio da Liberdade, na Pampulha, na Praça da Estação e na própria estação ferroviária. Wagner Moura (JK), Débora Falabella (Sarah Kubitschek), Ranieri Gonzalez (José Maria Alkmim), Otávio Augusto (Benedito Valadares) e Rodrigo Penna (Oscar Niemeyer) são alguns dos atores que estiveram lá.
Para realizar as cenas na capital mineira, cerca de cem profissionais foram deslocados do Rio de Janeiro, entre elenco, equipe de produção e equipe técnica. Foram necessários quatro caminhões com equipamentos e uma unidade móvel de gravação. Uma média de cem figurantes eram escalados por dia, para compor as 15 cenas realizadas na cidade.
No domingo, foram feitas as cenas que retratam a chegada de JK a Belo Horizonte pela primeira vez, para fazer um concurso de telegrafista. O fascínio do jovem vindo de Diamantina, pela primeira vez numa cidade grande, se une à felicidade de encontrar os grandes amigos já instalados na capital, como José Maria Alkmim, Lourival (Felipe Monaco) e Newton (Fabrizio Teixeira), que recepcionam Juscelino na estação ferroviária e fazem planos para apresentar a cidade ao amigo.
A minissérie JK estréia na TV Globo no dia 3 de janeiro e leva as assinaturas do diretor de núcleo Dennis Carvalho, dos diretores Amora Mautner e Vinicius Coimbra e dos autores Maria Adelaide Amaral e Alcides Nogueira, que escrevem com a colaboração de Geraldo Carneiro, Rodrigo Amaral e Letícia Mey.
Fonte: Site da minissérie JK
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Terça-feira, Dezembro 06, 2005
JK em Tiradentes
Em Janeiro, o povo vai ficar cara a cara com a história recente do nosso país. A minissérie JK vai mostrar a vida e a obra política daquele que era considerado um dos maiores presidentes do Brasil: Juscelino Kubitschek.
Dennis Carvalho disse que é louco em ter escolhido um baiano pra fazer o presidente mineiro, mas o Wagner é um dos maiores atores da geração dele, tá dando um show e vai dar um show aqui em JK. Depois desse elogio, só mesmo um beijo agradecido, né?
Viajamos até a cidade mineira de Tiradentes e acompanhamos todas as gravações. Desde a cena do primeiro discurso até àquelas que retratam o lado humano do político que nasceu em 1902 e morreu em 76.
E se liga, porque na matéria que foi ao ar hoje 02/12, mostramos também um pouquinho do que foi filmado no Rio de Janeiro, como a cena de guerra, em que o JK Wagner Moura participa heroicamente!
Mesmo não estando na guerra na vida real, o ator enfrentou, sorrindo, a água lamacenta! Isso para retratar com fidelidade a bravura de JK atravessando o rio para atender um ferido.
Fonte: Site do programa Vídeo Show
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Sotaque mineiro
Os primeiros 19 capítulos de JK se passam em Minas Gerais, seja em Diamantina, Belo Horizonte ou Passa Quatro. Afinal de contas, Juscelino Kubitschek era mineiro. Mas nem todos os atores do elenco são. Wagner Moura, por exemplo, faz o papel do ex-presidente, mas é baiano. Daí, todo mundo ficou com aquela dúvida: imitar ou não imitar o sotaque mineiro na hora de interpretar? Eis a questão.
Enquanto se preparavam para gravar sua primeira cena, em Tiradentes (MG), Wagner Moura e sua colega de elenco Juliana Mesquita, que faz a Naná, irmã de Juscelino, tentaram chegar a um consenso sobre o assunto. Nós tivemos aquela aula de prosódia, para aprender as expressões mineiras e o jeito de falar do povo. Mas não sei se vai ficar bom eu imitar sotaque mineiro. Eu posso achar que está perfeito e, na verdade, não estar, dizia Juliana, paulista e preocupada.
Wagner deu sua opinião: Acho que a gente não precisa falar igual a mineiro. Pode parecer forçado. Se a gente disser o texto do jeito que ele está escrito, já deve bastar. E depois, a caracterização, os objetos, os cenários e figurinos de época já são o suficiente para situar o espectador no tempo e no espaço. Não precisa do sotaque.
Ó, dúvida cruel!
Mais tarde, a atriz Keli de Freitas puxou a conversa novamente. Ela é de Minas, mas nem conhecia o estado: Eu nasci em Três Corações, no interior de Minas, mas eu era ainda muito pequena quando saí de lá. E nunca mais voltei. Eu leio o texto da minha personagem (Maria das Dores, prima de JK), vejo aquele monte de uai e fico me perguntando como é que vou fazer para dizer aquilo com naturalidade.
A recomendação de Wagner era: Fale normalmente, só tome cuidado com o S, porque ficaria muito estranho uma mineira falando como carioca. E, no final das contas, o caminho escolhido pela direção da minissérie foi mesmo esse: falar naturalmente, sem a obrigação de imitar o sotaque mineiro, mas tomando o cuidado de disfarçar o sotaque do local de origem do ator.
Fonte:Site da minissérie JK
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Sábado, Dezembro 03, 2005
01 de dezembro, Rio - De volta após aos palcos cariocas a peça 'Dança lenta no local do crime',no Sesc Copacabana
Wagner Moura e Pedro Garcia.
Fonte:Dirce
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