Wagner Moura é um ator baiano,natural de Rodelas, nascido em 27 de
junho de 1976.
Oriundo do teatro, chegou às telas de cinema por ter se destacado na
peça A máquina de João Falcão.
Participou de importantes produções do cinema nacional até chegar a TV
na participação que fez em Carga Pesada.
De lá, integrou o elenco do seriado Sexo Frágil até ser convidado para
estreiar em novelas vivendo o galã de A lua me disse. Depois fez JK e
tem como trabalho mais recente na TV, o marcante vilão da novela das 8,
Olavo Novaes.
No teatro, seu último texto foi Dilúvio em tempos de seca e no cinema,
pode ter seu trabalho conferido no polêmico Trope de elite , no qual
faz um policial do BOPE.
TRABALHOS
Teatro 2005 Dilúvio em tempos de seca 2004 A máquina 2002 Os solitários 1999 Abismo de rosas 1996 A casa de Eros 1996 Cuida bem de mim
Curtas 1998 Pop Killer 1999 Rádio Gogó 2004 Desejos 2006 Ópera do Mallandro
Cinema 2000 Sabor da paixão (Wonam on top) 2001 Abril despedaçado 2002 As três Marias 2003 O caminho das nuvens 2003 O homem do ano 2003 Carandiru 2003 Deus é brasileiro 2004 Cidade Baixa 2004 Nina 2007 Ó pai ó 2007 Saneamento Básico, o filme 2007 Tropa de elite 2008 Romance
TV 2003 Sexo Frágil 2003 Cena aberta - A hora da estrla 2003 Homem Objeto (Quadro do Fantástico) 2003 A grande família 2003 Carga Pesada 2004 Fazendo história - Inseparáveis 2005 Programa Novo 2005 Sitcom.br - Mais alguma coisa? 2005 A Lua me disse 2006 JK 2007 Paraíso Tropical
Ideailzadora: Déia Apoio: Fã-clube Máfia do Sexo Frágil Responsável: Carol Monteiro Colaboram: Nathy, Bruna Voghel e Indira Contato: carolcamori@yahooo.com.br Layout por: Luh Senhorito
Domingo, Fevereiro 25, 2007
Sobre Saneamento Básico, o filme
Entrevista com Jorge Furtado
Como surgiu a idéia do filme?
Um filme não é feito só com uma idéia, mas muitas. Eu identifico o início desse filme com uma vontade que eu tinha de fazer alguma história em cima da Commedia dell Arte. Eu estava na época estudando os personagens da Commedia dell¿Arte e queria fazer uma história de seis, sete personagens, arquetípicos da Commedia dell Arte, numa pequena comunidade. Em função disso, comecei a pensar em alguma coisa italiana, uma colônia italiana. Tempos depois, fui ao Santa Maria Vídeo e Cinema, no Rio Grande do Sul. Visitei a quarta colônia italiana de Santa Maria pensando em locações e quando estava lá, durante o festival, foi lançado um concurso para produção de vídeos de cidades com até 20 mil habitantes. Santa Maria queria participar, mas não podia porque era grande demais, com seus 200 mil habitantes. Eu achei isso engraçado, quero dizer, a idéia do concurso. Democratizar a produção de vídeos, de cinema, faz sentido, mas creio que o formato adotado foi a um extremo muito grande. Porque a maioria dos filmes são feitos no Rio, São Paulo, Porto Alegre, Recife, cidades de mais de um milhão de habitantes. Parecia mais lógico lançar um concurso para cidades com menos de um milhão de habitantes, incluindo todas as médias cidades no Brasil. Então me ocorreu essa história: imaginei uma cidadezinha muito pequena, com problemas para conseguir dinheiro para algumas coisas de que precisa, mas que tem a possibilidade de fazer um vídeo.
Sempre existe uma contradição nos países subdesenvolvidos sobre o investimento na cultura. Como um país que não tem saneamento básico vai fazer cinema? Mas claro que essa é uma contradição boba: é preciso fazer tudo ao mesmo tempo. Não podemos só fazer saneamento. Comecei a escrever essa história com esses personagens que querem resolver um problema de saneamento básico e não têm verba, mas têm para realizar um vídeo e resolvem usar a grana para fazer a obra; fazendo um vídeo sobre a construção da obra.
Primeiro veio a idéia da forma e depois a história para contar?
Sim, a história tem um pouco desse universo mínimo da Commedia dell¿Arte: um grande problema para uma pequena comunidade. O interessante do teatro da Commedia dell Arte é que sobreviveu durante séculos com seis, sete personagens. Realizar toda a dramaturgia necessária tendo apenas esses seis ou sete personagens foi o que deu origem a esse trabalho.
Por que uma comédia política?
Eu gosto de comédias e normalmente trabalho com um registro próximo da comédia. Uma comédia política porque eu nunca fiz isso, uma novidade no meu estilo de fazer cinema.
Que referências o ajudaram a construir o filme?
Eu procuro sempre, dentro do possível, fazer um filme bem diferente do anterior. E nunca fiz nada parecido com esse filme antes. As minhas referências vêm principalmente do cinema italiano e do cinema cubano, com a comédia política. Filmes de Tomás Gutiérrez Alea, como "Guantanamera", por exemplo. Ou de Juan Carlos Tabío, que também fez filmes políticos. Gosto de comédias de situação com um tom político e social. Ettore Scola fez vários filmes assim, "Feios, Sujos e Malvados" (1976), por exemplo. O Scola trabalha muito em cima da Commedia dell´Arte. "A viagem do Capitão Tornado" (1990) mostra exatamente um grupo da Commedia dell Arte. Uma comédia humanista que envolve política e relações pessoais.
Comédia talvez seja o melhor gênero mais atraente o espectador, e o mais difícil para o criador. Por que você optou por esse registro narrativo?
MEU TIO MATOU UM CARA e HOUVE UMA VEZ DOIS VERÕES são comédias, mas comédias românticas. O que move os personagens é a paixão de conquistar. Eu gosto da comédia porque não acredito muito em heróis. Na definição do Aristóteles, a tragédia mostra o melhor dos homens, o que os seres humanos têm de melhor, e a comédia mostra o que temos de pior. O herói trágico é perfeito, com exceção de uma coisa: ele tem uma falha, algo que é um problema e esse problema causa a sua desgraça. Mas, no resto, ele é perfeito. Na comédia, os personagens são medíocres, tacanhos, mesquinhos, invejosos. Esses sentimentos ficam exacerbados. Só que acabamos gostando deles porque são humanos. Eu prefiro representar a realidade através da comédia porque tudo é, de alguma maneira, risível. A comédia mostra os defeitos dos personagens e entende as razões deles. Eu jamais faria um detetive, por exemplo. A maior parte do cinema é feito de heróis, pelo menos no grande cinema hollywoodiano. Eu prefiro o registro dos perdedores, que são muito mais interessantes.
Você é um cineasta do contemporâneo. Como uma forma clássica como a Commedia dell¿Arte é usada para falar de questões atuais?
Quando comecei a escrever o roteiro, estipulei algumas coisas. Uma delas foi que o filme não teria nenhum off, nenhuma narração. Porque todos os meus filmes têm narração. O HOMEM QUE COPIAVA tem meia hora de narração inicial. Em HOUVE UMA VEZ DOIS VERÕES e MEU TIO MATOU UM CARA, também. São protagonistas masculinos que narram as histórias a partir do ponto de vista deles, e a gente ouve o que eles pensam através da narração. Na Commedia dell¿Arte não cabe isso. Os personagens Mariana e Joaquim são os protagonistas, mas na Commedia dell¿Arte todos os personagens são equilibrados. Eu cheguei a contar o número de falas de cada um no roteiro, e há pouca diferença. Tudo está bem distribuído entre os quatro personagens principais. Não havendo off, a história é o que se vê acontecer, o que é muito próprio do cinema. O off, a narração, é uma forma de expressão da literatura que o cinema importou. Ficar ouvindo o texto é algo da literatura. No cinema clássico, vemos a história acontecendo. Mas quando e onde isso acontece é a questão do contemporâneo. A história acontece hoje, no Brasil. Há referências diretas a Brasília, ao dinheiro de Brasília. Os figurinos, os automóveis são atuais, mas como estamos em um microcosmos, uma cidadezinha do interior, o tempo fica meio indefinido - se a história se passasse 10 anos atrás, isso não faria diferença. Acho importante criar um espaço e tempo próprios do filme, e por isso me concentro numa cidadezinha. Além disso, o filme vai apresentar um universo pouco conhecido para o resto Brasil e mesmo para nós gaúchos, o universo de classe média numa pequena cidade no interior do Brasil. Normalmente, o cinema brasileiro representa os grandes centros urbanos, zonas rurais, interior do sertão. Esse filme será em uma cidadezinha. Com TV, carro e celular, o filme é contemporâneo, mas ele tem um tempo e lugar meio próprios.
Quanto tempo foi dedicado ao projeto SANEAMENTO BÁSICO até esse momento de produção (filmagens)?
A intensidade e o número de pessoas envolvidas vai aumentando. Um filme sempre começa pelo roteiro, que é um trabalho solitário. Comecei a escrever esse roteiro há três anos. Nos últimos seis meses, passamos a ter uma equipe maior trabalhando em volta do filme e agora, no último mês, já envolvemos toda a equipe no projeto.
Quanto tempo você trabalhou no roteiro?
Trabalhei durante dois anos. Com alterações, porque o roteiro não pára de ser mudado. Todos os dias eu mudo, outro dia mesmo escrevi uma cena nova, um diálogo novo. Porque nos ensaios com atores, nas leituras, na locação, sempre surgem idéias. Existe uma constante alteração do roteiro durante as filmagens. O roteiro só pára de ser mexido na mixagem.
Ao filmar HOUVE UMA VEZ DOIS VERÕES você descreveu o litoral gaúcho como o mais feio do mundo, apesar do evidente carinho pelo cenário. Como é olhar para e filmar na serra gaúcha?
A serra é linda, e o filme, neste sentido, vai servir para promover o turismo. O lugar é muito bonito e temos muitas cenas nas estradas cheias de plátanos. A serra gaúcha é fotogênica; a luz tem um ângulo interessante nesta época do ano, outono/inverno. O cenário é muito típico do Rio Grande do Sul e pouco conhecido no cinema brasileiro. São vinhedos com cantinas, gente que faz vinho, pousadas. Com sorte teremos neve. Será o primeiro filme brasileiro com neve.
Qual a relação entre o título SANEAMENTO BÁSICO, O FILME e o fato de a produção do filme ser de baixo orçamento?
Um dos assuntos do filme é o dinheiro - o filme fala todo tempo em dinheiro. Os personagens discutem o preço das coisas. Eu sempre gosto de colocar isso nos filmes porque é um assunto meio tabu. Durante muito tempo, ouvi que falar de dinheiro envelhecia o filme. Eu acho que dinheiro é um assunto muito importante na vida das pessoas. Todo mundo se move, diariamente, a todo momento, por dinheiro. Esse assunto fica meio fora da dramaturgia porque ninguém quer falar nisso, porque parece um assunto menor, só que não é. O objetivo dos personagens precisa ser importante para eles mesmos e esse filme fala sobre pessoas que discutem longamente quem vai pagar por uma fita. Um filme de baixo orçamento é caríssimo. Com R$1,6 milhão se faz uma escola. Essa é uma questão no Brasil. Como investir na produção o mesmo dinheiro que construiria casas populares? Se partirmos para essa lógica, o país deve gastar só naquilo que é fundamental. Portanto, vamos discutir o que é fundamental. Eu acho que arte, cultura, cinema são fundamentais. A tese do filme é um pouco essa.
Cinema é básico?
Cinema é básico total. Na minha opinião, cinema é tão importante quanto saneamento. Morar numa casa sem saneamento é horrível, mas viver num país sem cinema também é horrível. Qualquer cultura deve produzir cinema. Viver sem cinema não dá. Qualquer país sério tem que produzir cultura. O cinema é exportável. A visão que temos dos outros países é muito mais pelo cinema do que a partir de qualquer outra coisa. O Brasil sempre produziu cinema e precisa continuar produzindo. Se o país puder resolver ao mesmo tempo os problemas de saneamento, ótimo.
Ao fazer IlLHA DAS FLORES, você dizia que estava fazendo um filme que tentava explicar o Brasil, na sua lógica social e econômica, para um marciano que recém tivesse chegado à Terra. SANEAMENTO BÁSICO, O FILME explicará o Brasil?
Eu espero que o filme explique um pouco da nossa produção cultural para os brasileiros. Espero também que explique isso fora do Brasil. Essa visão que se tem desde fora é curiosa. Às vezes, a leitura de fora revela coisas que nem o diretor percebeu que estavam no filme. Talvez esse filme revele o Brasil, para ele mesmo e para fora, de um jeito diferente. O cinema de exportação do Brasil é muito dentro de uma trilha única. Um filme brasileiro com neve, com frio, com italianos, num lugar onde se faz vinho, revela um lado diferente do Brasil para quem está fora.
Ao realizar seu quarto longa-metragem, você mantém uma continuidade incomum no cinema brasileiro. Quatro filmes em quase o mesmo número de anos. Qual a importância dessa regularidade no seu trabalho?
É fundamental e vital essa continuidade. Se eu fizesse só cinema, tentaria fazer dois, três filmes por ano ¿ meio como o Fassbinder. As idéias têm um prazo, um momento para serem contadas. No Brasil, se pode levar cinco anos para fazer um filme. A continuidade é fundamental. Não só para mim, mas para o cinema em geral.
O que você espera deste filme dentro do seu projeto de realizar cinema?
Eu espero que ele seja visto. Um filme é sempre isso: dividir uma idéia com alguém, com um público. Quando se escreve e se filma, se está querendo dividir. A vontade de dividir visões de mundo te faz escrever, pintar, filmar. Eu espero ter público, espero que as pessoas vejam o filme. O cinema tem uma característica que me agrada muito: depois de feito ele continua existindo - diferentemente do teatro, que tem um valor transitório. O cinema é durável. Eu penso que o ILHA DAS FLORES não foi visto ainda por muita gente. SANEAMENTO BÁSICO será mais um filme que desejo que seja visto.
Como os atores foram escolhidos?
Todos foram escolhidos a partir de nossa experiência. Sem exceção, eu já dirigi todos eles.
Fale sobre os personagens.
O personagem da Fernanda Torres, a Marina, é a mulher laboriosa, na tradição da Commedia dell¿Arte. Aquela mulher que trabalha, sustenta a casa, é decidida, resolve as coisas, e tem uma certa ascendência sobre o próprio marido. Ela move a história.
O personagem do Wagner Moura, o Joaquim, é um pouco calcado no Arlequim, que é o servidor de dois patrões. Ele é casado com a filha do chefe. O sogro é o patrão, e ele ascendeu socialmente com o casamento. Joaquim é o personagem mais humano e é o protagonista masculino. Ele é corajoso em casa, mas na hora de falar com o chefe, dá aquela micada. É um personagem com o qual nos identificamos muito. Ele cresce e se transforma, ficando adulto no filme.
Os outros dois personagens são Fabricio, do Bruno Garcia, e Cilene, da Camila Pitanga. Eles são os personagens glamourosos. O Fabrício é o cara que se preocupa com a aparência, o galã sedutor. A Cilene é a mocinha desfrutável, bonita, e que usa a beleza para seduzir todo mundo e para ascender socialmente. Temos ainda os dois personagens mais velhos: Antônio, do Tonico Pereira, e Otaviano, do Paulo José. O Otaviano é um velho veneziano de uma família nobre e decadente. Ele teve educação, ouve ópera, lê muito, mas não tem dinheiro e está descendo na escala social. O Antônio, que é o bolonhês, é um burguês ascendente. Eles representam o confronto daqueles dois velhos inimigos que se amam desde a infância. O personagem Marcela, da Janaina Kremer, é a burocrata, a mulher do Estado, o personagem ligado ao poder público. Ela é quem tem o dinheiro. O personagem do Lázaro Ramos, Zico, é o fanfarrão, o artista. Perdido naquele mundinho, ele acha que deveria estar em outros lugares, em Paris, por exemplo. Zico é um cara com pretensão artística. Com esses personagens, se pode contar qualquer história.
Por que a escolha dessa região?
O ponto de partida foi o fato de ser uma região de colonização italiana. As músicas do filme são todas italianas. A história é criada em cima de uma família italiana também. Eu pensei em lugares com uma configuração de cidadezinha. Eu precisava de um centro, um núcleo urbano pequeno, de poucas casas, que tivesse uma casa, ao lado de um negócio, ao lado de uma fábrica.
Além de Monte Belo do Sul e Bento Gonçalves, mais alguma cidade servirá de locação?
Santa Teresa, Santa Bárbara e várias estradas de lugares daquela região, no Vale dos Vinhedos.
Quando o filme estréia?
A previsão é termos uma cópia em abril de 2007. Mas a estréia vai depender da Columbia, que irá distribuir o filme.
Quantas horas por dia a equipe fica no set?
Nossa rotina é de doze horas diárias de trabalho; iniciando com a hora em que se sai do hotel para o local das locações.
O filme: Decidido a buscar uma vida melhor, um caminhoneiro decide levar sua família de bicicleta da Paraíba para o Rio de Janeiro. Com Wagner Moura, Cláudia Abreu, Ravi Ramos Lacerda e Sidney Magal.
Direção: Vicente Amorim
Roteiro: David França Mendes
Música: André Abujamra
Sinopse: Romão (Wagner Moura) é um caminhoneiro que está desempregado no momento. Sem conseguir emprego e tendo que sustentar sua mulher Rose (Cláudia Abreu) e seus cinco filhos, ele decide partir em busca de um local onde possa conseguir o sonhado emprego que lhe pagará o salário de R$ 1000,00. Romão e sua família partem então numa jornada de 3200 km, saindo de Santa Rita, na Paraíba, até o Rio de Janeiro de bicicleta.
Agenda: Próximas Exibições:
Anjos do Sol - 28/03/2007
A Máquina - 25/04/2007
Cidade Baixa - 30/05/07
Caetano Veloso volta para o carnaval de Salvador: Cantor vai puxar o trio elétrico Ó Pai, Ó, em que o folião não paga para brincar
SALVADOR - Não importa que seja "apenas" parte de uma estratégia de marketing para o lançamento do filme Ó Paí, Ó - dirigido por Monique Gardemberg e produzido pela mulher do ministro-cantor-e-compositor Gilberto Gil, Flora Gil. Fato é que uma das personalidades mais importantes da cultura baiana, Caetano Veloso, volta neste domingo ao carnaval de Salvador, depois de uma temporada ausente - passou a folia do ano passado em Pernambuco. E a volta é em grande estilo: puxando trio elétrico.
O trio independente (que não cobra para que a população participe da festa) Ó Pai, Ó, tem previsão de início de desfile previsto para as 18 horas, no Circuito Dodô (Barra-Ondina) e deve contar com as presenças do cantor e compositor Jauperi - ex-integrante do grupo Vixe Mainha e parceiro de Caetano na composição da música-tema do filme, forte candidata a hit do ano no carnaval local. Além dele, atores como Lázaro Ramos e Wagner Moura também já confirmaram presença.
A apresentação vem causando expectativa entre os foliões mais experientes. O ministro da Cultura, Gilberto Gil, por exemplo, já confirmou que vai assistir de camarote ao desfile do colega. Literalmente, diga-se. Na noite de sexta-feira, ele abriu seu espaço para receber os amigos na Avenida Oceânica, o Camarote 2222. Pouco depois, foi comandar pela primeira vez no ano seu trio elétrico, de mesmo nome, no qual reuniu uma legião de intérpretes famosos.
A bordo, Ivete Sangalo, Beth Carvalho, Margareth Menezes e Lulu Santos. No camarote, quem acompanhava a apresentação era o governador da Bahia, Jaques Wagner (PT). "Sou folião assíduo do carnaval baiano desde que cheguei aqui, em 1975", contou o governador, bastante animado com o show. "Lembro-me do tempo em que estava lá na pipoca."
A segunda noite no carnaval de Salvador (BA) foi marcada, também, pela primeira apresentação do mais popular dos grupos da chamada axé music: o Chiclete com Banana. Comandando o bloco Nana Banana, um dos mais caros - um abadá chega a custar quase R$ 1 mil - e animados do circuito, o grupo, liderado por Bell Marques, arrastou uma multidão pelo Circuito Dodô.
Chiclete com Banana
O auge da apresentação, porém, Bell guardou para o final, quando o bloco chegou à frente do Camarote do Nana. O trio, então, parou por mais de 30 minutos, levando ao delírio não só os cerca de 4 mil fãs que estavam no bloco, como os mais de 1,5 mil que estavam no camarote e as mais de 40 mil pessoas, segundo a Polícia Militar, que acompanhavam o fim do desfile em Ondina. O encontro entre o bloco e o camarote do Nana é considerado um dos momentos mais eletrizantes do carnaval baiano entre os foliões.
Outro momento de frisson aconteceu quando Saulo Fernandes, vocalista da Banda Eva, que estava animando os foliões do bloco Cerveja e Cia (o mesmo que recebe Ivete Sangalo no circuito), quebrou todas as regras, desceu do trio e andou na passarela do camarote Reino da Folia - para alvoroço dos fãs. A segurança foi surpreendida pelo ato, mas nenhum incidente foi registrado.
Claudia Leite, vocalista do Babado Novo, também chamou a atenção no desfile da noite de sexta e madrugada de ontem. De micro-vestido - e forma física que arrancou suspiros -, a cantora comandou o Bloco Papa levando uma série de beldades na carona. Animadas, a modelo Maryeva Oliveira, a atriz Gisele Itié e a apresentadora Dani Monteiro foram algumas das que curtiram os hits entoados por Claudinha.
Wagner Moura convida a galera para ver a novela Oi, galera. Não percam Paraíso Tropical, a próxima novela das oito. Prometo que vocês vão se divertir muito. um beijo grande, Wagner Moura.
Luana Piovani, Wagner Moura e outros famosos desfilam na ala dos artistas da Mangueira
Um grupo de celebridades confirmou presença na Ala dos Artistas da Estação Primeira de Mangueira. As atrizes Débora Bloch, Julia Lemmertz, Leandra Leal, Luana Piovani, Eliane Giardini, além da cantoras Maria Rita e da produtora Priscila Borgonovi vão estar por lá.
No time masculino, já prontos para cair no samba, os atores Paulo Betti, Wagner Moura, Aílton Graça e Alexandre Borges, entre outros.
A agremiação será a terceira escola a desfilar no domingo, 18, apresentando o enredo "Minha pátria é minha língua, Mangueira meu grande amor. Meu samba vai ao Lácio colhe a última flor".
Gilberto Braga revela que a próxima novela das 8, Paraíso Tropical, terá o Brasil do bem contra o Brasil do mal
O autor Gilberto Braga está de volta ao bairro de Copacabana. O lugar onde viveu dos 10 aos 30 anos e onde tem raízes é cenário de Paraíso Tropical, novela sua que estréia dia 5 de março, às 21h, na Globo, para substituir Páginas da Vida. Sai o cotidiano classe média alta de Manoel Carlos, entra o clichê do bem contra o mal. É sua segunda novela em Copacabana, pois os personagens de Dancing Days, de 1978, que revelou Glória Pires, aos 14 anos, viviam lá. Em quase três décadas, o bairro mudou muito, como conta Gilberto Braga, por e-mail.
Qual Rio de Janeiro veremos na novela?
O Rio maravilhoso, a cidade mais bela do mundo, e o Rio complicado, cheio de problemas. É nossa cidade, nosso País e não gostaria de morar em outro lugar.
O que diferencia suas duas novelas passadas em Copacabana?
Em Dancing Days, o bairro apareceu menos porque a TV não tinha os recursos de hoje. Por isso, a discoteca ficou mais marcante. Nesse sentido - o pano de fundo - a novela é autoral.
O que mudou no bairro desde Dancing Days?
O Brasil empobreceu e Copacabana, com ele. Mas veio a ciclovia, o movimento na orla, a onda da saúde, gente correndo e passeando na calçada. Moro em Ipanema e ando muito de bicicleta. E me considero um privilegiado por morar no lugar mais bonito do mundo. Copacabana é o supra-sumo da glória. Tem prostitutas, ladrões, camelôs, bagunça, mas que cidade grande não tem esses problemas? Estocolmo, aonde já fui, é uma que não tem. Mas é um pouco sem graça, bonita, mas sem graça.
Como será Paraíso Tropical?
É, ao mesmo tempo, uma novela tradicional - uma clássica história de amor entre Daniel (Fábio Assunção) e Paula (Alessandra Negrini)- e uma história bem atual. O carioca Daniel, executivo de um poderoso grupo de hotelaria, vive um romance com Paula , jovem bela e simples do litoral da Bahia. Para impedi-lo de chegar à presidência do grupo, o rival, Olavo (Wagner Moura), arma um golpe que os separa. Daniel descobre a irmã gêmea de Paula, que é mau caráter e se alia a Olavo para eliminar Paula e mandá-lo para a cadeia. No fim, o amor de Paula e Daniel vence. É uma novela sobre o Brasil contemporâneo e a cobiça. A história do Brasil é a história da cobiça do paraíso. De um lado, a praia; do outro, o calçadão, com camelôs, cafetinagem, especulação imobiliária, etc. O Brasil que a gente quer contra o Brasil que a gente tem. Se Celebridade era sobre a fama e a inveja, Paraíso Tropical é sobre o Brasil contemporâneo e a cobiça.
Você prefere novelas de clichês ou de crônica do cotidiano?
De longe, os clichês do folhetim. O clichê é bom, não fosse assim não virava clichê. Um tempero de crônica de costumes é sempre bem-vindo mas gosto, como ensinou a grande Janete Clair, de uma história bem amarrada, dos causos, como diz o Benedito Ruy Barbosa. E também com bastante ação, como fazem Sílvio de Abreu, Agnaldo Silva e Glória Peres. Quando penso nesses colegas, tenho muito orgulho de escrever para televisão.
Como a dicotomia ética/sobrevivência, constante em suas novelas, aparece em Paraíso Tropical?
Está em quase todas as histórias paralelas, mas o que carrega o novelão é a história das gêmeas e do Fábio Assunção. A ética também é discutida na luta do capitalismo selvagem (Olavo) contra a visão do empresário que tem consciência de sua responsabilidade social (Daniel). E mesmo nas duas gêmeas. Baixando a bola, é a luta do bem contra o mal, ou não é?
Que personagens secundários vão seduzir o público?
Há vários. No momento, o mais marcante é Dinorá (Isabela Garcia), que quer ser namoradinha do marido (Marco Ricca) para sempre. É mais criação do Ricardo Linhares que minha, talvez por isso eu goste tanto.
Como foi transformar bonzinhos (Toni Ramos, Wagner Moura, Camila Pitanga, Bruno Gagliasso) em vilões?
Só trabalhei com o Toni numa minissérie (O Primo Basílio, 1986) e sempre quis tê-lo numa novela. Finalmente, consegui, meio por acaso porque pensamos no Antônio Fagundes como Antenor. Mas o Fagundes seria difícil porque Carga Pesada está na grade este ano. Acho que será uma novidade, o Toni, um super ator num papel que as donas de casa não estão nem um pouco acostumadas a vê-lo. Além de ser um homem severo e frio, Antenor tem amantes e se envolve com garotas de programa. Nunca tinha trabalhado com o Wagner Moura e estou apaixonado. Que ator maravilhoso! A Camila Pitanga superou minhas expectativas. Além de achá-la linda, fina e elegante, estou impressionado com seu talento ao fazer uma mulher tão distante do que ela é na vida real.
Como é a rotina de escrever novela?
Acordo meio-dia e raramente consigo ir à ginástica, à natação ou caminhar na praia. Começo lá pelas 16h e termino pelas 3 da manhã. Há e-mails e telefonemas, porque tenho ligação com todos os setores da novela, música, figurino, a direção da emissora. Não tenho tido insônia e estou um pouquinho mais relaxado que na maior parte das novelas. Vamos ver se Paraíso Tropical vai agradar.
No mês de maio vai acontecer a entrega do 9º Prêmio Contigo!, no glamouroso Copacabana Palace, no Rio
A contagem regressiva para o Oscar da televisão brasileira já começou. O glamour, as homenagens, as emoções e as surpresas da entrega do 9º Prêmio Contigo! acontecerão no dia 21 de maio, no tradicional Copacabana Palace, no Rio de Janeiro. A premiação, que aconteceu pela primeira vez em 1996 nos salões do próprio Copa, reúne, em uma mesma noite, os principais atores, atrizes, autores e diretores da TV. Profissionais que fazem da nossa televisão uma das melhores do mundo. Os indicados a uma das 13 categorias passam por uma maratona de votos, em que os eleitores são leitores da revista, jornalistas especializados e personalidades ligadas ao mundo artístico.
Processo de votação Primeiro, a equipe de jornalistas de Contigo! elabora uma lista de candidatos. Depois, leitores, por meio de um formulário no site, escolhem o astro favorito. Os seis nomes mais votados de cada categoria serão os finalistas. Eles, então, serão submetidos à avaliação de 50 jornalistas especializados e personalidades que entendem o universo das celebridades e da TV. Esse time elege, por voto secreto, os vencedores.