Wagner Moura é um ator baiano,natural de Rodelas, nascido em 27 de
junho de 1976.
Oriundo do teatro, chegou às telas de cinema por ter se destacado na
peça A máquina de João Falcão.
Participou de importantes produções do cinema nacional até chegar a TV
na participação que fez em Carga Pesada.
De lá, integrou o elenco do seriado Sexo Frágil até ser convidado para
estreiar em novelas vivendo o galã de A lua me disse. Depois fez JK e
tem como trabalho mais recente na TV, o marcante vilão da novela das 8,
Olavo Novaes.
No teatro, seu último texto foi Dilúvio em tempos de seca e no cinema,
pode ter seu trabalho conferido no polêmico Trope de elite , no qual
faz um policial do BOPE.
TRABALHOS
Teatro 2005 Dilúvio em tempos de seca 2004 A máquina 2002 Os solitários 1999 Abismo de rosas 1996 A casa de Eros 1996 Cuida bem de mim
Curtas 1998 Pop Killer 1999 Rádio Gogó 2004 Desejos 2006 Ópera do Mallandro
Cinema 2000 Sabor da paixão (Wonam on top) 2001 Abril despedaçado 2002 As três Marias 2003 O caminho das nuvens 2003 O homem do ano 2003 Carandiru 2003 Deus é brasileiro 2004 Cidade Baixa 2004 Nina 2007 Ó pai ó 2007 Saneamento Básico, o filme 2007 Tropa de elite 2008 Romance
TV 2003 Sexo Frágil 2003 Cena aberta - A hora da estrla 2003 Homem Objeto (Quadro do Fantástico) 2003 A grande família 2003 Carga Pesada 2004 Fazendo história - Inseparáveis 2005 Programa Novo 2005 Sitcom.br - Mais alguma coisa? 2005 A Lua me disse 2006 JK 2007 Paraíso Tropical
Ideailzadora: Déia Apoio: Fã-clube Máfia do Sexo Frágil Responsável: Carol Monteiro Colaboram: Nathy, Bruna Voghel e Indira Contato: carolcamori@yahooo.com.br Layout por: Luh Senhorito
Quinta-feira, Fevereiro 28, 2008
Wagner Moura grava comercial da Kildare Calçados em São Paulo
Ele foi o ator mais premiado de 2007, e este ano, mundialmente reconhecido. O que não falta é talento e estilo para este baiano, que na sua simplicidade e autenticidade conquista a todos. Por isso ele é o Homem Kildare 2008.
Com mais de 200 modelos de calçados, a Kildare acompanha as escolhas dos diversos estilos de vida do homem contemporâneo, com qualidade, design moderno e arrojado e muito conforto. E para glorificar este coleção, o ator Wagner Moura foi escolhido para estrelar toda a campanha de mídia.
O mais recente trabalho do ator para a marca foi a gravação de um VT que será comercial da Kildare em várias emissoras do país. A gravação foi realizada em São Paulo, na produtora Cine.
Wagner Moura é o Homem Kildare 2008 - A campanha de comunicação da Kildare para 2008 ganhará um reforço importante. O ator baiano Wagner Moura, 31 anos, responsável por dois grandes sucessos recentes – a novela Paraíso Tropical (personagem Olavo) e o filme Tropa de Elite (Capitão Nascimento), e escolhido pelas revistas VIP e Vogue o Homem do Ano, estará ao lado da marca com sua imagem e talento em filmes publicitários, anúncios de revistas, Internet, catálogos, materiais de ponto de venda, outdoor, etc.
Kildare é sinônimo de calçado casual masculino. Em suas coleções, a marca apresenta produtos adequados aos vários estilos de uso casual do homem moderno, utilizando novas tecnologias de amortecimento e materiais diferenciados para proporcionar design moderno, conforto e poder para o consumidor fazer as suas escolhas.
Raul Klein, diretor geral da empresa, afirma que o que mais impressionou toda a equipe foram as características semelhantes entre o ator e a marca: autenticidade, força, bom humor, despojamento, charme, profissionalismo, atitude, estilo, talento, família e amizade, assim é Wagner Moura “Não tivemos dúvida, ele tem tudo a ver com a KIildare!”.
O ator, por sua vez, disse estar muito contente com o trabalho com a Kildare
“A coleção fecha com o meu jeito de vestir, mais despojado e com estilo, e a campanha planejada pela empresa está muito moderna e bem humorada.”
Presidente Lula se encontra com o diretor e atores do filme 'Tropa de elite'
RIO - O presidente Lula se encontrou, na noite desta terça-feira, com a equipe do filme "Tropa de elite", premiado com o Urso de Ouro no Festival de Berlim.
O diretor do longa, José Padilha, e os atores Wagner Moura e Maria Ribeiro apresentaram ao presidente o troféu. O encontro foi no Teatro Municipal, após a premiação de 300 estudantes que participaram da 3ª Olimpíada Nacional de Matemática.
- É uma maneira do presidente dizer que a está gostando do resultado da cultura e que apóia a cultura brasileira - resumiu Padilha.
Também estiveram presentes os diretores dos dois curtas premiados em Berlim em competições paralelas, Daniel Ribeiro, vencedor do prêmio Geração 14 por "Café com leite", e Felipe Scholl, ganhador do Teddy Awards, por "Tá".
E continuando expondo o que as fãs de Wagner Moura tem feito inspirado nesse baiano, o blog traz para você dois vídeos da Andressa Santos de Oliveira do Rio de Janeiro.
Obs: De acordo com a disponibilidade do blog, entre uma notícia e outra, serão postadas as coisas enviadas pelos fãs.
Wagner Moura afirma que realidade é pior que "Tropa de Elite"
Em entrevista à DW-WORLD, em Berlim, Wagner Moura diz que preferiria menos polêmica em torno de "Tropa de Elite" e especula que "talvez a gente tenha feito algo de errado".
DW-WORLD: No Brasil, o Capitão Nascimento foi transformado, para determinados espectadores, numa espécie de herói. Mesmo que essa não tenha sido a intenção ao se construir o protagonista do filme, como afirma o José Padilha. E para você, como é lidar com o fato de que a imagem do Capitão Nascimento tenha tomado essa direção?
Wagner Moura: É preciso que se diga mesmo, tenho que fazer coro com o José Padilha, que não foi a totalidade dos espectadores no Brasil que considerou o Capitão Nascimento um herói. Tanto é que a gente teve uma polêmica enorme a esse respeito. Se todo mundo achasse que ele era um herói, tudo bem, aí iria ser só a gente gritando que ele não é, mas a polêmica foi grande.
Entendo parte da população considerá-lo um herói. A gente está tão carente de qualquer espécie de segurança pública, de planejamento nesse aspecto, que, para algumas pessoas, quando elas vêem, na tela, um cara de preto, honesto, que ama sua família e vai para a favela atirar em traficante, as pessoas podem se identificar com ele, achar que aquilo é a solução. Embora é preciso que se diga que nós não concordamos com isso de forma alguma.
O que tentamos fazer nesse filme foi entender o que o João Moreira Salles colocou no Notícias de uma Guerra Particular, essa tríade morador de favela, traficante e policial. A idéia do Zé [José Padilha]antiga era fazer um documentário, ele não conseguiu, porque os policiais não quiseram falar, e ele fez um filme de ficção. E todo mundo que mora na favela, que chegou perto do epicentro da violência dessa guerra particular, sabe que é assim. E que na verdade nem é assim, é pior do que está no filme.
A recepção do Tropa fora do país é controversa. Por um lado, o filme foi chamado de Rambo e acusado de "ridicularizar todo tipo de trabalho social". Por outro, recebeu vários elogios. Você esperava que esse tipo de polêmica continuaria a ser gerada fora do Brasil?
Não, sinceramente não. Eu estava curioso para saber o que iam pensar, como o olhar europeu, tão diferente do nosso, iria ver o filme. A imprensa alemã gostou do filme, a espanhola, a italiana. Houve duas críticas ruins, entre elas uma da revista Variety.
Fomos prejudicados porque a exibição do filme para a imprensa estrangeira foi feita com legenda em alemão. O que é uma loucura, em português com legenda em alemão e um áudio com uma mulher falando os diálogos em inglês.
Talvez até por isso esse jornalista da Variety esteja tão equivocado em relação ao que ele viu no filme. De todas as críticas que li, essa foi a mais equivocada. Acho que ele não entendeu o filme. Nosso filme não tem nada de Rambo, nada de uma estética americana, tem uma estética completamente diferente da dos filmes americanos.
Em que sentido equivocada?
O Capitão Nascimento é um personagem que vive um dilema. As pessoas do BOPE são geralmente muito jovens, têm 23, 24 anos, e quanto mais velhos eles vão ficando, menos eles passam a acreditar no que fazem. Isso é terrível para eles, porque são muito orgulhosos de serem o que são.
Então, além do fato de o cara estar tendo um filho e se deparando com a vida dentro de casa e a morte fora dela, começa a entender que a vida dele até ali foi em vão, que o que ele faz não adianta. E ele pira, ele começa a ficar maluco. Para mim é muito claro: ele passa o filme inteiro querendo sair dali.
À crítica a gente não pode responder, isso aprendi cedo. É direito de cada um criticar. Agora, acho injusto o termo fascismo, usado no Brasil. O José Padilha fez Ônibus 174, um filme absolutamente humanista. Essa pecha de fascismo?!
Quando começaram a surgir as primeiras polêmicas, me senti tão agredido, pois não fiz um filme fascista! É como a gente costuma falar: ninguém diz que o Copolla pensa que nem o Michael Corleone. Por que o José Padilha e eu somos confundidos com o Capitão Nascimento?
E por que você acredita que isso acontece?
No Brasil, o filme foi muito discutido, muito debatido desde a história da pirataria. Isso acho muito saudável, muito legal, porque o filme fala do assunto mais sério a ser debatido no Brasil agora, que é a violência, a segurança pública. Até esse momento, foi super bem-vindo o debate, a gente respondeu e tal. Aqui na Europa, não sei, talvez influência do que aconteceu lá. Os jornalistas pesquisaram as críticas do filme no Brasil e vieram com esse assunto.
Tropa de Elite está alcançando no Festival de Berlim uma visibilidade grande.
Os produtores adoram porque o filme está sendo polêmico. A polêmica ajuda a vender o filme. Mas eu te digo que fiquei muito chateado e um pouco decepcionado. Eu preferia menos polêmica e que olhassem o filme do jeito que a gente fez. Talvez a gente tenha feito alguma coisa errada mesmo…
Wagner Moura é objeto de desejo de nove entre dez mulheres
Ator será novo garoto-propaganda de rede de lojas, diz jornal
Uma pesquisa encomendada por uma rede de lojas apontou que Wagner Moura é o objeto de desejo de nove entre dez mulheres. Por conta disso, ele foi contratado como garoto-propaganda por uma rede de lojas femina.
Wagner Moura vai engrossar a lista da marca, que já teve como seus “vendedores” Fábio Assunção, Marcello Antony Du Moscovis, Reynaldo Gianecchini e Thiago Lacerda.
'Tropa de elite' sai em DVD dia 27
Filme de Padilha já tem 150 mil exemplares pré-vendidos, de acordo com produtores. Vencedor do Urso de Ouro também retorna com força aos cinemas, com 50 novas cópias.
Após a vitória no Festival de Berlim, "Tropa de elite" ganha novo fôlego no Brasil: o filme sai em DVD no próximo dia 27 e ganha 50 novas cópias nos cinemas.
Depois de virar um hit pirata, assistido por cerca de 11 milhões de espectadores segundo estimativa da produtora, o longa-metragem de José Padilha vai ganhar versão oficial em DVD, disponível para compra e aluguel. De acordo com os produtores, 150 mil exemplares do disco já foram pré-vendidos.
Além do filme, o DVD inclui entrevistas com a equipe e o elenco e galeria de fotos da produção. Padilha afirma que não vai disponibilizar cenas excluídas na edição final do longa. "O que foi cortado está cortado", diz o diretor.
Nos cinemas, "Tropa" ganha 50 novas cópias em São Paulo, Rio e Brasília a partir desta sexta-feira (22). Em cartaz desde outubro de 2007, a produção já atraiu cerca de 2,4 milhões de espectadores às salas.
Fechado o elenco da peça Hamlet, que estréia em 6 de junho, no Teatro Faap, em São Paulo. Dividirão a cena com Wagner Moura, Georgiana Góes, Tonico Pereira, Carla Ribas, Fábio Lago, Gilray Coutinho, Marcelo Flores e Felipe Cury. Os ensaios começam terça-feira. Direção de Aderbal Freire-Filho.
Premiação de 'Tropa' é destaque na imprensa internacional
A premiação de Tropa de Elite, do cineasta José Padilha, com o Urso de Ouro em Berlim, foi destaque na imprensa internacional nesta segunda-feira.
Na Espanha, o El País publicou uma entrevista com Padilha, feita antes da premiação, na qual o diretor afirma que 'nem a esquerda nem a direita podem resolver tanta corrupção no Brasil.'
Segundo o jornal, o sábado foi um grande dia para Padilha, afirmando que ele 'se consagrou em Berlim como um dos jovens talentos latino-americanos de mais futuro, depois de ganhar o Urso de Ouro do festival (de Berlim) por seu magnífico e contundente filme Tropa de Elite.
O El País afirma que 'este jogador curtido no cinema documental com trabalhos como Ônibus 174 quer conquistar e alarmar a Europa depois de ter se convertido em um fenômeno no Brasil de forma muito pouco ortodoxa: o fato de que quase 11 milhões de brasileiros viram o filme em cópias ilegais, antes que ele estreasse no cinema, não impediu que ele arrasasse nas salas depois.
Em Portugal, o Correio da Manhã inicia a matéria com uma declaração de Padilha: 'O Brasil tem uma das polícias mais corruptas e violentas do mundo. Enquanto que nos Estados Unidos, que têm 350 milhões de habitantes, morrem por ano 200 pessoas às mãos da polícia, só no Rio de Janeiro, que tem apenas dez milhões, perdem a vida anualmente 1,2 mil pessoas'.
'É uma estatística tenebrosa, mas que ajuda a compreender as sementes de ultra violência por detrás de Tropa de Elite', afirma o Correio da Manhã, que ainda ressalta que Padilha teve que negociar tanto com a polícia como com traficantes, para realizar as filmagens.
Na Grã-Bretanha, o Financial Times destaca que 'filmes de guerra venceram a batalha pelos principais prêmios em Berlim'. Segundo a reportagem, "o Urso de Ouro e o Prêmio Especial do Júri foram entregues a filmes sobre diferentes tipos de guerra".
'O brasileiro Tropa de Elite, de José Padilha, nomeado melhor filme, é um violento e realista épico sobre a violência da polícia no Rio de Janeiro', afirma o FT. O outro filme a receber um dos principais prêmios foi um documentário americano sobre as atrocidades cometidas na prisão de Abu Ghraib, no Iraque.
'Os filmes de Padilha e (Errol) Morris são exemplos contrastantes de um novo tipo de cinema, ou talvez, de um velho tipo renovado para o novo milênio.'
Segundo o jornal, as duas produções são extremamente contemporâneas, onde o único intervalo de tempo é entre a idéia de se fazer o filme e a última edição, referindo-se a Abu Ghraib, que ficou conhecida em 2004, e afirmando que Padilha teve a primeira idéia para Tropa de Elite há cinco anos.
O FT, bem como outros jornais, comentou também a surpresa com a nomeação, já que o filme apontado como favorito pelos críticos era Sangue Negro, de Paul Thomas Anderson.
'Nenhum dos filmes é livre de defeitos, alguns, flagrantes. Igualmente, a nenhum falta inteligência ou indignação contagiosa, qualidades que teriam agradado (o famoso cineasta grego, diretor de Estado de Sítio e Z) Costa-Gavras', afirma o jornal.
Com Capitão Nascimento, Brasil mostra força no Festival de Berlim
A força do Capitão Nascimento, personagem representado por Wagner Moura no filme "Tropa de Elite" de José Padilha, tonifica a participação brasileira no Festival Internacional de Cinema de Berlim...
A força do Capitão Nascimento, personagem representado por Wagner Moura no filme "Tropa de Elite" de José Padilha, tonifica a participação brasileira no Festival Internacional de Cinema de Berlim, a Berlinale. O filme, que já estava escalado para ser exibido no Sundance nos EUA, retirou a inscrição do festival norte-americano para poder entrar na competição ao Urso de Ouro. No festival alemão só concorrem filmes inéditos.
Apesar de ter sido lançado no Brasil, a estréia internacional está marcada para o dia 11 de fevereiro em Berlim e o filme conseguiu entrar na mostra oficial. O último filme brasileiro que levou o prêmio foi "Central do Brasil" de Walter Salles, há dez anos.
Oito filmes brasileiros completam o esquadrão que representa o país de 7 até 17 de fevereiro, espalhados por quase todas as seções do festival.
"Maré, Nossa História de Amor" de Lucia Murat, um musical baseado livremente em "Romeu e Julieta", é um dos destaques entre os brasileiros já que a Berlinale tem a música como alvo principal nesta edição. O longa, cotado para a seção Panorama, é ambientado numa violenta favela carioca e deve dar forças ao bem quisto estilo ''Favela Movie''. Desde o sucesso internacional de "Cidade de Deus", de Fernando Meirelles, as caracterizações de favelas permeiam o imaginário de cinéfilos pelo mundo e são cenário garantido na Berlinale.
Em linha semelhante, "Cidade dos Homens", de Paulo Morelli, também foi escalado e faz parte da programação de filmes infanto-juvenis, na seção Generation. Na mesma seção está o longa "Mutum", filme de estréia da videoartista Sandra Kogut que já passou pelo Festival de Cannes. A narrativa se desenrola pela perspectiva de um garoto de 10 anos, Thiago.
O curta "Café com Leite", de Daniel Ribeiro, completa a programação jovem e fala sobre as mudanças na vida de um casal homossexual com a chegada do irmão mais novo de um deles. Outro curta com temática gay é "Tá", de Felipe Sholl, (na seção Panorama), que mostra dois rapazes que trocam experiências em um banheiro público. Os dois curtas estão concorrendo ao Teddy, o prêmio para filmes com temática gay. O cantor Edson Cordeiro é quem anima a festa de gala da premiação.
Concorrendo ao melhor curta do festival, na Berlinale Shorts, está "Dreznica", de Anna Azevedo. O filme repensa a imagem a partir de depoimentos de deficientes visuais. Em 2006 a diretora ganhou o concurso Berlin Today Awards que faz parte da Berlinale Talent Campus com o curta documentário "BerlinBall".
Cozinha Brasileira Com duas produções brasileiras a seção Eat, Drink and See Movies está cheia de sabores do Brasil. "Mr. Bené Goes to Italy", de Manuel Lampreia Carvalho, mostra a saga do Sr. Bené, um pequeno produtor de mandioca que faz sua primeira viagem internacional para o congresso de fazendeiros Terra Madre em Turin, na Itália.
Já o vencedor do prêmio de público no Festival do Rio 2007, "Estômago" de Marcos Jorge, vem acompanhado de um menu especial com direito a farofa e preços salgados. Depois da exibição, no restaurante do próprio cinema, o público tem a chance de pedir os pratos inspirados no filme e participar de uma conversa ''calórica'' com a equipe.
Wagner Moura e Maria Ribeiro, que fazem parte do elenco de Tropa de Elite, chegaram a Berlim para fazer o lançamento do filme ao lado do diretor José Padilha. O sucesso de bilheterias estréia no tradicional festival da cidade nesta segunda-feira.
O desembarcar, os três se dirigiram à sala oficial do festival, no centro de Berlim, onde apresentaram o longa-metragem para jornalistas de diversos países e responderam perguntas que não só tinham relação com o trabalho na produção como também com a realidade social no Brasil.
Tropa de Elite concorre ao Urso de Ouro na mostra competitiva ao lado de filmes como Lake Tahoe, do mexicano Fernando Eimbcke, que foi elogiado durante sua exibição neste domingo. A primeira sessão da produção brasileira é no Berlinale Palast, sede do evento, às 16h.
No último final de semana, Tropa de Elite foi anunciado nos jornais internacionais como um novo Cidade de Deus. José Padilha chegou a ser citado pela Screen Magazine como o 'dono de um fenômeno cinematográfico'.
Além de Tropa de Elite, o Festival de Berlim exibe mais dois filmes da mostra competitiva ainda nesta segunda-feira: o alemão Kirschblüten ¿Hanami, de Doris Dörrie e o chinês Man Jeuk, de Johnnie To.
O anúncio dos prêmios oficiais acontece no próximo sábado, junto com uma cerimônia formal. Tropa de Elite discute a legalização das drogas por meio da história de um capitão do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais) que busca um substituto para combater o tráfico nas favelas do Rio de Janeiro.
BERLIM - A platéia de jornalistas parece ter saído perplexa da primeira projeção para a imprensa internacional de Tropa de elite, de José Padilha, o candidato brasileiro ao Urso de Ouro de Melhor Filme do 58ª Festival de Berlim, no início da manhã de ontem - a sessão de gala do filme, para público e convidados, seria no fim da tarde. Nenhum aplauso, mas também nenhuma vaia foi dirigida ao polêmico longa-metragem sobre o Bope, o Batalhão de Operações Policiais Especiais da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro.
É verdade que parte dessa perplexidade pode ter ficado perdida, literalmente, na tradução. Um problema técnico atrasou a sessão em cerca de 20 minutos, e a cópia disponível era legendada em alemão. Apanhada de surpresa, a tradução simultânea limitou-se a contar o que acontecia na tela, embolando a narração do protagonista, o Capitão Nascimento (Wagner Moura) com os diálogos do filme.
- Vou reclamar com o Costa-Gravas (presidente do júri do festival) sobre essas falhas técnicas - declarou ao JB Marcos Prado, o produtor do filme, depois da entrevista coletiva, que contou com a presença de Padilha, dos atores Wagner Moura e Maria Ribeiro, do diretor de fotografia, Lula Carvalho, e do co-produtor argentino da fita, Eduardo Constantini Jr.
A seu favor, Tropa de elite conta com o fato de nenhum outro filme exibido até agora na competição oficial ter causado verdadeiro impacto. Apesar da onda de favoritismo em torno de Daniel Day-Lewis, protagonista de Sangue negro, de Paul Thomas Anderson e indicado ao Oscar, Prado acredita que Wagner Moura tem chance na disputa pelo Urso de Prata de Melhor Ator.
- Sou um otimista doente - contou o produtor brasileiro. - Levo em consideração o fato de Day-Lewis já ter levados os principais prêmios do mundo pelo papel; e ele ainda é o favorito para o Oscar. Acho que Berlim não vai querer se limitar a repetir um padrão. Além do mais, a Berlinale nunca premiou um ator brasileiro. Só atrizes: a Fernanda Montenegro, em 1998, por Central do Brasil, e Marcélia Cartaxo, em 1985, por A hora da estrela.
Produtor e diretor aproveitaram a passagem por Berlim para procurar parceiros para o próximo projeto, Paraísos artificiais, também sobre o consumo de drogas no Rio, mas desta vez sob a perspectiva dos usuários.
O diretor José Padilha defendeu a legalização de drogas leves, como a maconha, e assinalou que a discussão também envolve aspectos econômicos - como a venda de cigarros e as bebidas alcóolicas. Esta última, lembrou o diretor, foi proibida na cidade americana de Chicago, nos anos 20, e gerou uma onda de crimes cometidos pela Máfia. Como já afirmara várias vezes no Brasil, o cineasta disse que ficou preocupado quando grande parcela da população viu no Capitão Nascimento, personagem de Wagner Moura - um policial violento que usa a tortura como método de investigação - a figura de um "vingador".
- Acho que essa distorção vem da necessidade brasileira de proteção - opinou Moura, que também ficou assustado com a repercussão do filme no Brasil. - Foi a coisa mais maluca que já testemunhei. Até no set os soldados do Bope que serviram como consultores pareciam orgulhosos com a possibilidade de ser representados no filme de forma supostamente correta.
Padilha: - Tentaram me prender em minha casa.
Na conversa com a imprensa após a exibição de Tropa de elite, o cineasta José Padilha monopolizou a curiosidade dos repórteres e críticos estrangeiros sobre o fenômeno inédito do filme, que vazou para o mercado pirata dois meses antes do lançamento nos cinemas. Pesquisa encomenda pelo diretor aponta que Tropa foi visto por 11,5 milhões de pessoas no mercado paralelo; e vendeu, até o momento, 2,5 milhões de ingressos nos cinemas.
- O problema de Tropa é que ele teve um lançamento completamente diferente do habitual. Quando distribuidores puderam lançar o filme e os críticos puderam, enfim, apreciá-lo, a população já tinha uma opinião formada sobre ele - explicou o diretor.
No Brasil, Tropa de elite gerou acirrada discussão. Houve quem tachasse o filme de fascista, por sugerir que a classe média ajuda a financiar o tráfico nos morros cariocas. A outra parcela do público elogiou a coragem do roteiro, escrito em parceria com Bráulio Montavani, autor do script do premiado Cidade de Deus (2003). Padilha lembra que foi crucificado por todos os grupos sociais mostrados no filme, inclusive a polícia.
- O Bope entrou com uma ordem judicial para impedir o lançamento do filme. A minha sorte é que a juíza encarregada do caso confirmou que a corrupção policial mostrada em Tropa realmente existe. Também tentaram me prender em minha própria casa.
Filme teve tradução simultânea em fones de ouvido, diminuindo impacto dos diálogos; coletiva com Padilha lotou
BERLIM, Alemanha - "Tropa de Elite" virou "The Elite Squad" na Berlinale. E as tiradas que tornaram o Capitão Nascimento um dos personagens mais citados da história do cinema brasileiro acabaram caindo numa geléia geral da narração que acompanhou o filme durante a sessão para a imprensa, que começou às 9h da manhã de ontem em Berlim e se seguiu a uma animada coletiva de imprensa da equipe do filme.
A imprensa não se empolgou, mas tampouco vaiou o filme dirigido por José Padilha (que comparece ao festival acompanhado de Wagner Moura, Maria Ribeiro, o diretor de fotografia Lula Carvalho e o produtor Marcos Prado) que compete ao Urso de Ouro. Houve quem não entendesse muito bem os diálogos. Não só porque bordões como "pede para sair" e "o senhor é moleque, seu 06" não têm a mínima graça e ironia em inglês, mas porque o filme foi exibido com legendas em alemão e narrado para a imprensa (que podia "ouvir" na língua que escolhesse usando os tradicionais fones de tradução simultânea).
"O início é muito difícil. O capitão narra muita coisa. E ao mesmo tempo a ação acontece. Fora que em inglês foi narrado por uma mulher. Um filme em que os personagens masculinos são tão fortes ser narrado por uma voz feminina faz com que perca um pouco da força", disse um jornalista britânico.
A coletiva de imprensa foi acalorada. Padilha praticamente falou pela equipe e afirmou não ter idéia de como espera que o filme seja recebido. "Há coisas que a gente não controla na vida. Uma delas é como seu filme vai ser recebido. Eu acho que vai ser visto, de qualquer forma, de um jeito diferente porque aqui na Europa o background cultural das pessoas é outro. E é uma realidade distante da nossa, no Brasil. Acho que vai ser visto mais como um filme, que é mesmo, e não como um assunto que deu margem a tanta discussão, como deu no Brasil", comentou o diretor, que exibe o longa-metragem pela primeira vez no exterior.
Seja como for, a acolhida da imprensa em Berlim foi positiva. Padilha e equipe foram bombardeados com as questões sobre a realidade de filmar numa favela, a legalização do consumo de drogas, a violência da guerra do tráfico, o ponto de vista de um policial e, claro, a pirataria fenomenal que envolveu o lançamento no Brasil.
Ao fim da sessão oficial Tropa de Elite no Festival de Berlim, vimos uma platéia que reagiu bem, mas não exatamente do jeito que o diretor, José Padilha, esperava. Alguns aplausos chochos. Mas, curiosamente, o público saiu da sessão elogiando, o filme, dizendo que apesar do tom sombrio, de ser pesado, que é um filme muito bom.
Para atrapalhar completar a trajetória do filme na capital alemã, houve uma falha técnica na sessão que foi exibida pela manhã para os jornalistas. Não se sabe porque cargas d’água, mas a versão com legendas em inglês falhou, o que fez com que o filme fosse exibido com áudio original em português e legendas em alemão. A solução encontrada para ajudar aos espectadores que não falavam alemão, foi distribuir fones de ouvido que faziam a tradução simultânea do filme em inglês, francês e espanhol.
Nos últimos dias, a mídia internacional, tem classificado o filme como um novo Cidade de Deus e José Padilha foi intitulado ‘dono de um fenômeno cinematográfico’, pela revista Screen Magazine. E após a exibição para os jornalistas pode-se notar que o filme conseguiu agradar à crítica.
Logo após a exibição para o público, Padilha subiu ao palco e disse:
“Muito obrigado. Estamos todos muito honrados de estar aqui no Festival de Berlim. Estamos honrados, mas obviamente não podemos estar felizes, por causa desta situação no Brasil”.
Para apimentar um pouco mais, o diretor aproveitou o clima gerado pelo filme para criticar a polícia brasileira, os traficantes, e de quebra, a crítica cinematográfica. Disse que os críticos brasileiros têm o hábito de encarar de maneira diferenciada a cinematografia americana e a brasileira.
“Quando Scorsese, que é um dos meus ídolos como diretor e esteve neste festival faz um filme como ‘Os Bons Companheiros’, ninguém diz que ele é pró-máfia. Eu fui acusado de ser radical de direita porque fiz ‘Tropa de Elite’, um filme com o ponto de vista de um policial, e fui acusado de ser radical de esquerda quando fiz ‘Ônibus 174', com a perspectiva do seqüestrador”.
E ainda arrematou, dizendo que fez esse filme para mostrar o quão insustentável está a situação do Brasil, onde a polícia (e uma boa parcela da população) acredita que violência se combate com mais violência, e ainda aproveitou pra deixar bem claro que (assim como eu) é a favor da legalização das drogas. Ao lado de Padilha, estavam os atores, Wagner Moura e Maria Ribeiro e alguns membros da equipe técnica.
A grande cena eleita pelo público foi a da granada, que gerou uma enorme gargalhada com a aula do Capitão Nascimento sobre estratégia, onde o personagem fala a palavra em vários idiomas, mas com poucas variações de entonação e pronúncia, e quando chegou o momento em que ele pronunciava em alemão, o público foi abaixo.
É claro que boa parte das sacadas sarcásticas do Capitão Nascimento vão passar batidas ao público e à crítica, já que muita coisa está inserida no nosso contexto, e só passam a ter graça quando se vive na nossa realidade. Tanto que optou-se por não traduzir os gritos de guerra do pessoal do Bope (que viraram hits nas salas de aula de todo o Brasil), que eram ouvidos em áudio original e sem legenda, já que foi impossível exprimir em numa tradução curta e grossa o que aqueles versos queriam dizer.
A maioria dos brasileiros, que bem ou mal, acabou dando uma conferida na versão Jack Sparrow, já sabia que a versão internacional do filme receberia o nome de The Elites Squad, mas o que ficou de fato engraçado, foram as traduções dadas aos bordões clássicos do filme, repetidos à exaustão em tudo quanto é canto do Brasil. Alguns dos exemplos são: “o senhor é um fanfarrão”, que virou “you’re buffoon”; “pede para sair” foi traduzido para “ask to quit”; “traz o saco” passou a ser “bring the plastic bag”; e “o senhor é moleque”, que virou “you’re punk”.
Apesar de difícil, Tropa de Elite foi lá e fez a sua parte na busca pelo Urso de Ouro, uma vez que entre os concorrentes está o candidato ao Oscar de Melhor Filme e elogiadíssimo, Sangue Negro. Os vencedores do Festival serão anunciados no próximo sábado, dia 16 de fevereiro. Com a exibição em Berlim, o filme deu a largada de sua maratona internacional em busca da indicação ao Oscar 2009. Vamos ver no que vai dar…
Nenhuma vaia, mas poucos aplausos para Tropa de Elite em Berlim Filme brasileiro foi exibido nesta segunda-feira e concorre ao Urso de Ouro
Coisas muito estranhas ocorrem com este filme, observou o diretor de fotografia de Tropa de Elite, Lula Carvalho. Depois de virar um fenômeno no mercado pirata de DVD no país, onde as pesquisas apontam que foi visto por 11,5 milhões de pessoas, o filme de José Padilha com Wagner Moura na pele do Capitão Nascimento ficou tão falado que só o New York Times lhe dedicou duas reportagens. E tudo isso antes que Tropa de Elite estreasse nos cinemas. Nesta segunda-feira o filme aterrissou na Berlinale, mas se você pensa que foi tudo normal está subestimando a força do estranhamento que acompanha Tropa de Elite.
Às 9 horas (horário local) formou-se o maior pandemônio na porta do Palast, o palácio de projeções do Festival de Berlim. Alto-falantes informavam que o filme seria exibido numa cópia com legendas em alemão — normalmente, elas são em inglês — e, portanto, seria necessário pegar fones de ouvido para acompanhar a tradução simultânea.
A repórter Flávia Guerra, do Caderno 2, do jornal O Estado de S. Paulo, que está em Berlim, fez o sacrifício e acompanhou a tradução. Ela queria ver como ficariam as gírias em inglês. Tomou um choque. A narradora — era uma mulher — escrevia as cenas que passavam, misturando diálogos dos atores e narração de fundo.
Foi assim que a imprensa internacional viu Tropa de Elite e você há de convir que isso altera sensivelmente a possibilidade de adesão a um filme. Criou-se um silêncio É positivo ou negativo para as chances de Tropa de Elite no Urso de Ouro? O silêncio, afinal, pode ter sido a expressão da perplexidade que o filme produziu.
E o positivo veio em seguida. A coletiva lotou. Havia muita gente interessada em discutir Tropa de Elite. O atraso no começo da sessão e, conseqüentemente, da coletiva pode ajudar a explicar por que as pessoas foram saindo, mas no final ainda havia um bom número de interessados.
O diretor Padilha, o produtor Marcos Prado, os atores Wagner Moura e Maria Ribeiro e o diretor de fotografia Lula Carvalho sentaram-se à mesa. Não houve comparações com Cidade de Deus. Em compensação, a grande questão, claro, era por que fazer um filme desses do ângulo da polícia?
— Meu primeiro longa foi o documentário Ônibus 174, que focalizava os mesmos problemas do ângulo dos excluídos. Um ex-menino de rua seqüestrava um ônibus, o caso foi acompanhado ao vivo pela TV e terminou de forma sangrenta, com as mortes do seqüestrador e uma refém. Ao escolher contar a história do ângulo do seqüestrador, fui chamado de esquerdista, comunista. Ao contar a história de Tropa de Elite do ângulo do policial, passei a ser chamado de fascista. São simplificações que não fazem mais sentido. Constroem um muro que, aqui nesta cidade, já foi destruído. As coisas hoje em dia são muito mais complexas — disse.
Wagner Moura aproveitou para dizer a uma platéia internacional o que não se cansa de repetir no Brasil:
— Segurança pública no Brasil é tão falha e as pessoas se sentem tão desprotegidas que terminam por ver neste personagem atormentado por seus excessos o herói que vai salvá-las.
Os jovens entendem. Os mais velhos, com seu humanismo talvez mais tradicional, encaram a proposta com mais desconfiança. Tudo, agora, é com o júri.
Contra todos e contra ninguém, Tropa de Elite consegue trazer o Urso de Ouro novamente para o Brasil, depois de 10 anos na seca… Depois de tomar um verdadeiro sacode da mídia internacional, o filme de José Padilha conseguiu a façanha de dar um olé em várias apostas dos críticos, como Sangue Negro e Happy-Go-Lucky e voltar pra casa com o principal prêmio do Festival de Berlim na mala.
O Urso de Ouro é um excelente abre-alas para a “carreira” internacional de Tropa de Elite, que depois de Berlim vai participar do Festival de Cannes, em maio. O filme foi o nacional mais visto em 2007 com quase 2 milhões de espectadores, além de uma espectativa de 12 milhões de cópias piratas vendidas. Agora há uma grande possibilidade de ser o nosso representante para o Oscar 2009, uma vez que o Ministério da Cultura escolheu O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias, que apesar de chegar entre os 9 finalistas, não ficou entre os 9 indicados. Com a estréia nacional acontecendo agora, pode vir a ser um concorrente do Oscar do próximo ano. Quem sabe…
Sangue Negro, que era o favorito e com OITÔ indicações para o Oscar, acabou ficando com o Urso de Prata de melhor diretor, para Paul Thomas Anderson. E também recebeu o prêmio por melhor trilha-sonora, composta por Johnny Greewood, guitarrista do Radiohead.
O Urso de Prata ficou para o documentário Standard Operating Procedure, sobre as torturas em Abu Ghraib. Já o Urso de Prata de melhor atriz ficou com Sally Hawkings, por sua atuação em Happy-go-Lucky e o de melhor ator para o iraniano Reza Najie, por sua atuação em The song of sparrows.
O Brasil ganhou outros prêmios também: Café com Leite foi premiado como melhor curta-metragem da mostra Geração e Tá, ganhou o Teddy Award, dado para filmes dedicados ao universo GLS, e o incrível Mutum, recebeu uma menção especial do júri.
Tropa de Elite' garante tradição de premiações em Berlim
A vitória de Tropa de Elite, de José Padilha, no Festival de Berlim de 2008 não é o primeiro reconhecimento alemão ao cinema brasileiro. Outros três longas foram premiados na Berlinale nos últimos 30 anos, o que dá uma média de pelo menos uma premiação por década.
Em 1998, Central de Brasil, de Walter Salles foi consagrado em Berlim com o Urso de Ouro de Melhor Filme e o Urso de Prata, de Melhor Atriz, para Fernanda Montenegro. Como se não bastasse a premiação dupla, o filme ainda conquistou o prêmio de Melhor Filme do júri ecumênico do Festival de Berlim.
Em 1985, a atriz Marcela Cartaxo ganhou o Urso de Prata por seu trabalho no filme A Hora da Estrela, de Suzana Amaral. A diretora também conquistou os prêmios CICAE e OCIC, do mesmo festival.
Onze anos antes, em 1974, o filme Toda Nudez Será Castigada, de Arnaldo Jabor, levou o Urso de Prata. A atriz Darlene Glória, protagonista do longa, levou o Prêmio de Melhor Atriz do Festival de Berlim.
Tropa de Elite' leva o Urso de Ouro, prêmio máximo do Festival de Berlim
BERLIM (AFP) - "Tropa de Elite", de José Padilha, foi premiado na noite deste sábado no Festival de Berlim com o Urso de Ouro de melhor filme, durante a cerimônia de encerramento da 58ª edição da Berlinale.
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"É difícil expressar sentimientos em qualquer língua. Costa-Gavras é um herói para todos na América Latina, por todos os filmes que fez", disse o diretor brasileiro ao receber o prêmio das mãos do presidente do júri, o diretor franco-grego.
Documentarista de 40 anos, José Padilha, diretor de "Õnibus 174", que relatava o seqüestro de um ônibus da linha de mesmo número no Rio de Janeiro no ano 2000, mostra em seu primeiro longa-metragem de ficção o trabalho dos policiais do BOPE (Batalhão de Operações Especiais), especializados na repressão do tráfico de drogas.
"Tropa de Elite" segue os passos do capitão Nascimento (Wagner Moura), que comanda o grupo de intervenção de elite no Rio em 1997.
O filme tem o respaldo internacional da Weinstein Co., dos irmãos Bob e Harvey Weinstein, conhecidos por terem fundado a Miramax em 1979, vendida a Disney no início dos anos 90, e por terem lançado filmes de Quentin Tarantino e de Michael Moore.
O filme é inspirado no livro "Elite da Tropa".
"Tropa de Elite" se transformou em um sucesso de crítica e bilheteria no Brasil.
Tropa de Elite ganha Festival de Berlim Uma vitória inesperada do filme brasileiro
Não estava na lista dos favoritos e foi mal recebido por parte da imprensa internacional quando da sua projecção ("filme de recrutamento de fascistas", para a Variety, ou "faz a apologia da tortura", segundo o Le Monde). Mas o filme brasileiro Tropa de Elite, de José Padilha, o mais visto e discutido no Brasil em 2007, ganhou ontem o Urso de Ouro do Festival de Berlim. Atribuído por um júri presidido pelo realizador franco-grego Costa-Gavras, insuspeito de simpatias "direitistas".
Já comprado para exibição em Portugal pela Lusomundo, Tropa de Elite tem como tema o BOPE - Batalhão de Operações Policiais Especiais, da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, que combate os traficantes de droga nos morros, e centra-se nas personagens do capitão Nascimento (Wagner Moura) e dos aspirantes Gouveia (Caio Junqueira) e Matias (André Ramiro), que partilham a mesma indignação pela corrupção que grassa na polícia e pelo poder que os traficantes ganharam, conseguindo inclusivamente manipular as ONG que trabalham nas favelas.
Padilha queria filmar um documentário, na sequência do seu aclamado e premiado Ônibus 174, e escolheu o best-seller Elite da Tropa, do antropólogo Luiz Eduardo Soares e dos oficiais do BOPE André Batista e Rodrigo Pimentel. Mas decidiu transformar o filme numa ficção baseada em factos reais, ao perceber que não ia conseguir convencer os operacionais do BOPE a dar depoimentos sobre a sua acção.
A imprensa brasileira dedicou extensos dossiers e temas de capa ao filme, atacado por boa parte da esquerda brasileira, mas defendido, entre outros títulos, pela influente revista Veja, cuja crítica de cinema Isabel Boscov escreveu que Tropa de Elite rompia "com a tradição nacional de narrar uma história pelo ponto de vista do bandido", e com a "visão pia e romantizada do criminoso". O filme tornou-se num sucesso no Brasil mesmo antes de se estrear, quando uma cópia de trabalho foi pirateada para DVD e vendida em todo o país.
Falando ontem à imprensa em Berlim, e citado pela Folha de São Paulo, José Padilha disse acreditar que os críticos estrangeiros que atribuíram ao filme um carácter fascista foram influenciados por colegas brasileiros que reprovam Tropa de Elite desde que se estreou no Brasil. Algumas das críticas favoráveis que o filme recebeu em Berlim comparam-no a Cidade de Deus.
Padilha disse ainda que os traficantes de droga brasileiros são "violentos e cruéis. Já é hora de acabar com essas categorizações entre direita e esquerda, porque o que interesse é o que está acontecendo".
O júri da 58.ª Berlinale distinguiu ainda o documentário de Errol Morris Standard Operating Procedure, sobre o escândalo das torturas em Abu Grahib (Grande Prémio do Júri), e Haverá Sangue, de Paul Thomas Anderson (Melhor Realizador).
Vai ter Madonna, Rolling Stones e o fenômeno brasileiro "Tropa de elite". O 58º Festival de Cinema de Berlim começa nesta quinta-feira (7), com essas e muitas outras atrações.
A mostra, uma das mais importantes da Europa, será aberta pelo lançamento mundial de "Shine a light", documentário do cineasta americano Martin Scorsese sobre os Stones. O diretor e os músicos da banda confirmaram presença na exibição.
O Brasil está representado entre as 26 produções - 18 delas em caráter de estréia mundial - que serão exibidas na mostra oficial com "Tropa de elite", de José Padilha, estrelado por Wagner Moura, Caio Junqueira e André Ramiro. A estréia será na segunda-feira (11).
O filme de Padilha, que tem distribuição no exterior da Weinstein Company, havia sido selecionado para o Festival de Sundance, mas a produtora americana abriu mão desta participação, apostando na disputa do Urso de Ouro em Berlim.
"Estamos confiantes, vamos trazer esse ursinho para o Brasil", diz James Darcy, produtor executivo de "Tropa", que estará presente no lançamento, assim como o diretor José Padilha, o produtor Marcos Prado e o ator Wagner Moura.
A mostra, que encerra dia 17 de fevereiro, também vai contar com a apresentação de "Filth and wisdom", estréia da cantora Madonna como cineasta. O longa será exibido na mostra Panorama e não disputa o Urso de Ouro.
Outras estrelas esperadas são Mia Farrow, Willem Dafoe, Daniel Day-Lewis, Danny Glover, Sir Ben Kingsley, Jeanne Moreau, John Malkovich, Keith Richards, Kristin Scott Thomas e Emily Watson.
Competição
O júri internacional de oito membros das mostra oficial será presidido pelo cineasta grego-francês Costa-Gavras.
O festival termina com o filme "Be Kind Rewind", de Michel Gondry, estrelado por Jack Black. "A música dominará a participação de muitos filmes, mas também teremos temas graves, como os abusos que as crianças sofrem em muitos lugares do mundo atualmente e que levam a uma séria reflexão", destacou o diretor do festival, Dieter Kosslick.
A retrospectiva será dedicada ao cineasta espanhol Luis Buñuel, que terá exibidos todos os filmes como diretor, assim como os longas-metragens nos quais trabalhou como assistente, produtor ou roteirista.
Confira a lista completa dos filmes da mostra oficial:
- "Fireflies in the garden", de Dennis Lee, com Julia Roberts, Ryan Reynolds, Willem Dafoe e Emily Watson.
- "Il y a longtemps que je t'aime" ("I've loved you so long"), de Philippe Claudel, com Kristin Scott Thomas, Elsa Zylberstein, Serge Hazanavicius e Laurent Grevill.
- "Elegy", da espanhola Isabel Coixet, com Penélope Cruz, Ben Kingsley e Dennis Hopper.
- "Tropa de elite", de José Padilha, com Wagner Moura, Caio Junqueira e André Ramiro.
- "Lake Tahoe", segundo filme de Fernando Eimbcke, com Diego Cataño, Héctor Herrera, Daniela Valentine, Juan Carlos Lara e Yemil Sefani.
- "Musta jaa" ("Black ice"), de Petri Kotwica, com Outi Maenpaa, Ria Kataja, Martti Suosala e Ville Virtanen
- "The other boleyn girl", de Justin Chadwick, com Natalie Portman, Scarlett Johansson e Eric Bana
- "Avaze Gonjeshk-ha" ("The song of sparrows"), de Majid Majidi, com Reza Najie, Maryam Akbari, Kamran Dehghan e Hossein Aghazi
- "Kirschblüten-Hanami", de Doris Drrie, com Elmar Wepper e Hannelore Elsner.
- "Sangue negro", de Paul Thomas Anderson, com Daniel Day-Lewis
- "Zou you" ("In love we trust"), China, estréia mundial, de Wang Xiaoshuai, com Liu Weiwei, Zhang Jiayu e Yu Nan
- "Gardens of the night", de Damian Harris, com Gillian Jacobs, Evan Ross, Tom Arnold e John Malkovich
- "Katyn", de Andrzej Wajda, com Maja Ostaszewska, Artur Zmijewski e Andrzej Chyra
- "S.O.P. Standard Operating Procedure", de Errol Morris, sobre os escândalos na prisão iraquiana de Abu Ghraib e Bagdá.
- "Feuerherz", de Luigi Falorni, com Letekidan Micael
- "Julia", de Erick Zonca, com Tilda Swinton, Aidan Gould, Saúl Rubinek
- "Lady Jane", de Robert Guédiguian, com Ariane Ascaride, Gérard Meylan e Frédérique Bonnal
- "Caos calmo" ("Quiet chaos"), de Antonello Grimaldi, com Nanni Moretti, Isabella Ferrari, Alessandro Gassman e Valeria Golino
- "Happy-Go-Lucky", de Mike Leigh, com Sally Hawkins, Alexis Zegerman, Eddie Marsan e Samuel Roukin
- "Restless", de Amos Kollek, com Moshe Ivgy, Ran Danker, Karen Young e Phyllis Sommerville
- "Sparrow", Johnnie To, com Simon Yam Tat Wah, Kelly Lin Hsi Lei, Gordon Lam Ka Tung e Lam Suet
- "Kabei" ("Kabei - Our mother"), de Yoji Yamada, com Sayuri Yoshinaga, Mitsugoro Bando e Tadanobu Asano
- "Ballast", de Lance Hammer, com Micheal J. Smith, Jim Myron Ross e Tarra Riggs
- "Bam gua nat" ("Night and day"), de Hong Sangsoo, com Kim Youngho, Park Eunhye e Hwang Soojung.
Um novo caminho para Tropa de Elite Na disputa do Festival de Berlim, que começa na quinta-feira, filme de José Padilha poderá finalmente ser discutido como uma obra de cinema
Para o diretor José Padilha, a seleção de Tropa de Elite para a mostra competitiva do Festival de Berlim tem um doce sabor de revanche. No Brasil, o filme foi visto por cerca de 2,5 milhões de espectadores nos cinemas e multiplicou este número por quase seis no chamado mercado 'informal', pois Tropa de Elite virou um fenômeno de pirataria muito antes de estrear nas salas. Tudo isso e mais a violência do filme, seu olhar sobre o Bope, Batalhão de Operações Especiais, e a criação de um personagem como o Capitão Nascimento - que, somado ao Olavo da novela Paraíso Tropical, transformou o ator Wagner Moura no homem do ano -, fez de Tropa de Elite uma obra muito polêmica por seu significado político e sociológico, mas cinema, mesmo, pouca gente se preocupou em dissecar a construção dramática e a simetria audiovisual, ou ainda a montagem de Tropa de Elite.
Para Padilha, a ida a Berlim recoloca as coisas nos eixos. Como Zagallo que, vitorioso, dizia que a torcida brasileira ia ter de agüentá-lo, o diretor de Tropa de Elite espera que agora, finalmente, seu filme seja valorizado, ou debatido, como cinema. 'O público de Berlim não tem o envolvimento do brasileiro em relação ao assunto. Aqui, o Capitão Nascimento virou um herói, embora ele não tenha sido concebido, nem desenvolvido, desta maneira. Estou muito curioso para saber como vai ser a recepção do filme em Berlim.' Padilha diz isto para o repórter numa conversa no jardim (ou será pátio?) de sua produtora, na Lagoa, no Rio. Wagner Moura, que mora ali perto, veio a pé.
Wagner está cheio de expectativa em relação a Berlim. Ele já foi a Cannes com Cidade Baixa, de Sérgio Machado, no qual dividia a cena com Alice Braga e Lázaro Ramos. Alice fez a festa na Croisette. Talvez tenha sido ali que ela catapultou sua carreira internacional. E Wagner? 'Quero ver, conhecer, sou muito curioso. Pelo que me diz o Zé (Padilha), acho que o filme já está acontecendo por lá.'
José Padilha não pára de dar entrevistas por telefones para jornais alemães (e europeus, de maneira geral). O Brasil tem tradição de premiação na Berlinale - e até já ganhou o Urso de Ouro, por Central do Brasil, de Walter Salles. Três atrizes brasileiras já receberam o prêmio de interpretação: Marcélia Cartaxo, por A Hora da Estrela; Ana Beatriz Nogueira, por Vera; e Fernanda Montenegro, justamente por Central do Brasil.
A curiosidade por Tropa de Elite antecede a própria exibição do filme, que ocorre logo nos primeiros dias do festival que começa na quinta-feira. Afinal, todo mundo já sabe da reputação polêmica de Tropa de Elite no Brasil.
A própria seleção para Berlim é uma história que merece ser contada. 'Nosso primeiro convite foi para o Panorama, uma das mostras paralelas, o que já seria bacana. Mas o Harvey Weinstein, distribuidor internacional de Tropa de Elite, queria a competição, que daria uma visibilidade maior ao filme. Ele pressionou a organização, dizendo que, se não fosse para a competição, o filme iria para o Sundance. A direção-geral decidiu-se logo e o Tropa foi um dos primeiros filmes anunciados, antes que toda a seleção fosse divulgada', conta Padilha.
Ele está prestes a entrar no seleto grupo de diretores brasileiros com carreira internacional. Como Walter Salles e Fernando Meirelles, após outro filme-fenômeno (Cidade de Deus), Padilha já tem recebido convites para filmar nos EUA. Por mais atraente que isso possa ser, seu interesse não é ficar se repetindo, nem virar um diretor de ação. Tropa de Elite foi uma obra pensada para refletir o Brasil. Com Ônibus 174, Padilha expôs o ponto de vista do traficante. Com Tropa de Elite, o da polícia. De alguma forma, ambos os filmes formam um díptico na sua cabeça, e não importa que um seja documentário e outro, ficção. 'Dei ao Wagner, o mesmo nome do garoto do Ônibus, Sandro. Não é uma mera coincidência', ele destaca.
Na cabeça de Padilha, de uma forma muito clara, o Capitão Nascimento, Sandro, não é um herói, mas foi assim que a maioria do público brasileiro, carente de segurança, o recebeu. Ele também corrige uma informação que deu muito o que falar desde setembro do ano passado, quando Tropa de Elite inaugurou o Festival do Rio (e já era num grande sucesso de vendas no mercado pirata de DVDs). A tese do filme, de que a classe média financia o tráfico, provocou prós e contras na imprensa. Hoje, Padilha substitui a palavra 'financia' por 'sustenta' e nisto vai uma diferença e tanto. Decepciona-se quem gostaria de ver o diretor, às vésperas do Festival de Berlim, polemizar com seu colega brasileiro Mauro Lima, que, em Meu Nome Não é Johnny - grande êxito de público do cinema brasileiro neste começo do ano -, estaria dando uma resposta a Padilha e à sua Tropa de Elite, livrando a cara da classe média. 'Não vi', ele responde singelamente.
O problema, naturalmente, é complexo. A classe média, como consumidora, sustenta o tráfico, mas aposta no Capitão Nascimento para seguir dormindo em paz. Ele mata, tortura, faz o que for preciso, em nome da lei e da ordem. Não é um herói hollywoodiano, nem um personagem politicamente correto. É um personagem real, torturado intimamente (e a interpretação de Wagner Moura dá conta desta complexidade). Foi isso o que tornou Tropa de Elite atraente para os irmãos Weinstein, que já haviam distribuído Cidade de Deus nos EUA, colocando o filme de Fernando Meirelles em quatro categorias do Oscar (melhor diretor, fotografia, roteiro adaptado e montagem), um ano depois de ele ter ficado de fora da categoria de melhor filme estrangeiro, para a qual fora oficialmente indicado pelo Brasil. Tropa de Elite também concorreu à indicação pelo Brasil, mas foi preterido em função de O Ano em Que Meus Pais Saíram de Férias, de Cao Hamburger, que ficou entre os nove finalistas da categoria. Quem sabe Berlim e um futuro lançamento nos EUA também não colocam Tropa de Elite na rota do Oscar
Padilha lembra que a narração em off, tal como está concebida, foi um recurso que surgiu na montagem, e não com a preocupação de didatismo, mas para expressar as contradições dos protagonistas (e não apenas do Capitão Nascimento). A versão que vai para Berlim é exatamente a que foi lançada nos cinemas brasileiros. Nada foi mudado.
No Brasil, houve quem (quais críticos?) dissesse que o filme era 'vazio'. Padilha vangloria-se de que seu filme 'vazio' seja tema de mais de duas dezenas de teses (que ele conheça, inclusive no exterior). Seu sonho é ver o filme no Oscar. Mas, de todas as categorias, a que mais o recompensaria seria ver Wagner Moura indicado para melhor ator.
Padilha tem destacado muito a figura e a contribuição do ator em suas entrevistas para a imprensa alemã. Quem sabe? Wagner sorri. O Capitão Nascimento e Olavo, tão diferentes, fizeram dele uma rara unanimidade nacional. O que o policial justiceiro e o empresário mau-caráter têm em comum? 'São primos, como todos os meus personagens. Afinal, sou eu que dou vida a todos eles.'
'Tropa de Elite' é exibido no Festival de Cinema de Berlim
Após a sessão, Wagner Moura é muito aplaudido
Se depender do público do festival de cinema de Berlim, na Alemanha, Tropa de Elite tem muitas chances de levar o Urso de Ouro da mostra. Depois da primeira exibição nesta segunda-feira, 11, o longa recebeu muitos aplausos no teatro Berlinale Palast, na cidade.
Assim que a sessão terminou, Wagner Moura, o capitão Nascimento da história, que está no país com o diretor do longa José Padilha e a atriz Maria Ribeiro (sua mulher na trama), subiu ao palco e foi ovacionado. 'O filme foi muito bem recebido e aplaudido no final', disse José Padilha, por telefone.
Apesar da recepção calorosa, José Padilha não tem pretensão de trazer o prêmio para o Brasil. 'Não acho que o filme vá ganhar. Estou aqui para me divertir com os amigos da equipe. Tenho assistido a vários filmes, passeado e curtido', falou ele.
Mais cedo José Padilha contou sobre a expectativa da apresentação do longa-metragem na mostra. 'É uma sala enorme, com um telão imenso. O filme terá uma superprojeção, e eu nunca o vi numa sala tão grande. Estou animado', disse Padilha.
atriz Maria Ribeiro também falou rapidamente. 'Estou me arrumando, tenho um vestido de 20 botões para colocar sozinha', declarou ela, que estava atrasada para a sessão.
Atores e diretor lançam 'Tropa de elite' em Berlim
Filme brasileiro disputa Urso de Ouro, prêmio máximo no festival. José Padilha e Wagner Moura comparecem a estréia internacional.
Wagner Moura e Maria Ribeiro, que fazem parte do elenco de Tropa de Elite, chegaram a Berlim para fazer o lançamento do filme ao lado do diretor José Padilha. O sucesso de bilheterias estréia no tradicional festival da cidade nesta segunda-feira.
Ao desembarcar, os três se dirigiram à sala oficial do festival, no centro de Berlim, onde apresentaram o longa-metragem para jornalistas de diversos países e responderam perguntas que não só tinham relação com o trabalho na produção como também com a realidade social no Brasil.
Tropa de Elite concorre ao Urso de Ouro na mostra competitiva ao lado de filmes como Lake Tahoe, do mexicano Fernando Eimbcke, que foi elogiado durante sua exibição neste domingo. A primeira sessão da produção brasileira é no Berlinale Palast, sede do evento, às 16h.
No último final de semana, Tropa de Elite foi anunciado nos jornais internacionais como um novo Cidade de Deus. José Padilha chegou a ser citado pela Screen Magazine como o 'dono de um fenômeno cinematográfico'.
Além de Tropa de Elite, o Festival de Berlim exibe mais dois filmes da mostra competitiva ainda nesta segunda-feira: o alemão Kirschblüten Hanami, de Doris Dörrie e o chinês Man Jeuk, de Johnnie To.
O anúncio dos prêmios oficiais acontece no próximo sábado, junto com uma cerimônia formal. Tropa de Elite discute a legalização das drogas por meio da história de um capitão do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais) que busca um substituto para combater o tráfico nas favelas do Rio de Janeiro.
Galeria
O diretor José Padilha, entre os atores Wagner Moura e Maria Riberiro, lança "Tropa de elite" no Festival de Berlim nesta segunda-feira (11); o filme concorre ao Urso de Ouro, prêmio máximo da mostra alemã.
Wagner Moura, protagonista de "Tropa de elite", é todo sorrisos na apresentação do longa-metragem brasileiro em Berlim, que marca o início da carreira internacional do filme.
Chegou a hora! Na quinta-feira (7), tem início o 58º Festival de Cinema de Berlim, Alemanha, e o longa-metragem brasileiro Tropa de Elite concorre ao prêmio do Urso de Ouro. O evento termina no dia 17.
O filme de José Padilha é protagonizado por Wagner Moura, Caio Junqueira e André Ramiro. A exibição da película acontecerá no dia 11 de fevereiro e contará com a presença de Padilha, o produtor Marcos Prado e o ator Wagner Moura.
Entre as produções que também estarão na disputa estão: There Will Be Blood, de Paul Thomas Anderson; Gardens of the Night, de Damian Harris; S.O.P.: Standard Operating Procedure, de Errol Morris; Lake Tahoe, do mexicano Fernando Eimbcke; Zuo You (In Love We Trust), do chinês Wang Xiaoshuai; o filme alemão Kirschblüten-Hanami, de Doris Dörrie; e o polonês Katyn, de Andrzej Wajda, que será exibido fora de competição.
Já como destaques fora de competição serão mostrados as películas como: o documentário Patti Smith: Dream of Life, sobre a cantora Patti Smith, e a estréia de Madonna como diretora de cinema, no filme Filth and Wisdom, ambos incluídos na mostra Panorama.
O júri internacional da mostra oficial será comandado pelo cineasta grego-francês Costa-Gavras.
A banda Rolling Stones fará a abertura do evento.
O Brasil já ganhou o Urso de Ouro e Urso de Prata em 1998, com o filme de Walter Salles, Central do Brasil, e com Fernanda Montenegro.
Tropa de Elite tem como tema o Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro. A obra retrata o dia-a-dia do grupo de policiais e do Capitão Nascimento (Wagner Moura), membros do Bope.
Nascimento quer sair da corporação e tenta encontrar um substituto para seu posto. Paralelamente, dois amigos de infância, que se tornaram policiais, se destacam em seus postos e têm o objetivo de entrar para o Bope.
Muito antes da estréia nos cinemas, o longa foi alvo de pirataria. Cópias ilegais eram vendidas nos camelôs pelo preço de R$ 10.
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Cada um mais lindo que o outro. Fica até difícil escolher um só.Na dúvida, fique com todos!
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Tropa de Elite será exibido no Festival de Berlim e concorre a Urso de Ouro
Berlim, 6 fev (EFE) - O filme "Tropa de Elite", do diretor José Padilha, está concorrendo ao Urso de Ouro no Festival de Cinema de Berlim, que conta com outros representantes da América Latina.
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"Tropa de Elite", baseado no livro "Elite da Tropa", de Luiz Eduardo Soares, retrata a atuação do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) da Polícia Militar do Rio de Janeiro.
A mostra oficial do festival inclui o curta brasileiro "Dreznica", de Anna Azevedo, que não concorre ao Urso.
Um dos responsáveis pelo festival, Dieter Kosslick, elogiou o documentário argentino "El café de los maestros", do Miguel Kohan, cuja trilha sonora foi composta por Gustavo Santaolalla, vencedor de dois Oscars por "O Segredo de Brokeback Mountain" (2005) e "Babel" (2006).
"El café de los maestros" foi co-produzido pelo cineasta Walter Salles, ganhador do Urso de Ouro de 1998 por "Central do Brasil".
Na mesma seção, também serão exibidos a produção conjunta entre Brasil, França e Uruguai "Maré, nossa história de amor", de Lúcia Murat, e "Tá", do brasileiro Felipe Sholl.
A seção "Generation", dedicada ao cinema infanto-juvenil, incluirá três títulos brasileiros: "Mutum", de Sandra Kogut; "Cidade dos Homens", de Paulo Morelli; e "Café com Leite", de Daniel Ribeiro.
O Festival de Cinema de Berlim será aberto amanhã com "Shine a light", documentário de Martin Scorsese sobre os Rolling Stones. EFE
A partir de agora, o blog começa a expor nesse espaço o que quem é fã de Wagner Moura faz com inspiração em seu ídolo.
E para estréia, uma montagem de Juliana Costa de Guapirama, PR.
E se você que é fã quiser expor alguma imagem, vídeo, gif, ou mesmo ajudar com o template e novidade, envie e-mail para mafiasf@gmail.com assim como fez a Juliana.
Valeu pela força Juliana!
O Blog Oficial Wagner Moura, sabendo da saudade de todos os fãs de Wagner, resolveu fazer um agrado. Abaixo, você encontra gif's feitos especialmente para o blog, um oferecimento do Fã-clube Oficial Máfia do Sexo Frágil.
Mas não pára por aí! Se você souber fazer gif's e/ou tiver alguma sugestão de imagem e palavra/frase, envia pra gente! O e-mail é mafiasf@gmail.com